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Voto de pesar por Freitas do Amaral aprovado com abstenção de PCP e PEV

Voto de pesar por Freitas do Amaral aprovado com abstenção de PCP e PEV

Comunistas e Verdes foram as únicas forças a recusar aprovar a homenagem ao fundador do CDS. O dia também foi de despedidas: foi esta a última reunião de Nuno Magalhães, entre outros, no Parlamento

A homenagem a Diogo Freitas do Amaral foi quase consensual no Parlamento. O voto de pesar, apresentado esta quarta-feira na Assembleia da República pelo CDS, partido que o professor de Direito fundou, acabou por ser aprovado por todas as forças políticas menos por PCP e PEV, que se abstiveram.

Assim, PSD, CDS, PS e BE mostraram-se alinhados e decidiram aprovar o texto dos centristas que destacava vários dos papéis desempenhados por Freitas na sua longa carreira política, incluindo a "defesa da integração [de Portugal] no projeto europeu", dos "valores da democracia-cristã europeia" e a "fundação da Aliança Democrática", com referência ainda à sua carreira académica ou à candidatura histórica às míticas presidenciais de 1986, em que concorreu contra Mário Soares.

Foi aliás nessa corrida que Álvaro Cunhal deu a famosa indicação ao eleitorado comunista para engolir um sapo, tapar o nome de Mário Soares no boletim de voto e escolher o socialista, para não dar votos à candidatura da direita, então representada por Freitas do Amaral. Entretanto, o fundador do CDS acabaria por se distanciar do seu partido, tendo chegado a desfiliar-se e a ser ministro de José Sócrates. Nos últimos anos, voltaria a aproximar-se do CDS.

Esta sessão parlamentar extraordinária, marcada para discutir o caso de Tancos, serviu ainda para aprovar apenas com os votos favoráveis de PSD e CDS e a abstenção do PS um voto de pesar pela morte do antigo autarca Avelino Ferreira Torres, que morreu esta terça-feira.

No Parlamento, foi dia de despedidas. Sentados nas bancadas estavam deputados que não foram reeleitos e que não estarão de regresso à Assembleia quando os trabalhos parlamentares recomeçarem. Alguns não sabiam que tal iria acontecer quando a sessão legislativa fechou, e portanto não tiveram oportunidade de fazer discursos de despedida: foi o caso de Nuno Magalhães, líder parlamentar do CDS e deputado nas últimas quatro legislaturas, que foi uma das baixas do desastroso resultado dos centristas nestas eleições. No final da reunião, recebeu cumprimentos e abraços de Ferro Rodrigues, Pedro Filipe Soares (líder parlamentar do BE) e José Manuel Pureza (deputado do BE).

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