expresso.ptexpresso.pt - 9 out 20:10

Veja as imagens da emboscada sofrida por militares portugueses na República Centro Africana

Veja as imagens da emboscada sofrida por militares portugueses na República Centro Africana

Imagens foram divulgadas pelas Forças Armadas Portuguesas, que confirmaram que da emboscada não resultaram vítimas

Uma coluna de militares portugueses na República Centro Africana sofreu uma emboscada, no dia 26 de setembro, em Yadé, norte de Bangui, por “um grupo armado”. Porém, apenas esta quinta-feira foram explicados os contornos do ataque, além de se ter confirmado que não houve qualquer baixa na força nacional destacada naquele país africano.

No período entre 23 e 30 de setembro, a Força de Reação Imediata (Quick Reaction Force – QRF) da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a estabilização da República Centro-Africana (MINUSCA), lê-se na página das Forças Armadas Portuguesas, “foi projetada para a povoação de Bocaranga, na região Noroeste, com a finalidade de proteger a população contra a postura ofensiva de um dos grupos armados existentes na RCA. Este, em manifesto incumprimento com o estipulado nos Acordos de Paz assinados em fevereiro deste ano, em Bangui, entre o Governo da República Centro- Africana e os grupos armados, hostilizava a população e operava fora da Região de Koui (cerca de 25 quilómetros a oeste de Bocaranga), à qual deveria estar circunscrito.”

À chegada a Yadé, a norte de Bangui, a capital, foi observada, por “drones” do Exército português, “a fuga precipitada de vários elementos, pertencentes ao grupo armado opositor”. Nessa altura, “uma das colunas da força foi emboscada”, com a deflagração de um “engenho explosivo”, acompanhado “de fogo de armas ligeiras” sobre a força de reação rápida.

Na página de Facebook dos militares portugueses foi divulgado um vídeo com alguns desses momentos:

A RCA caiu no caos e na violência em 2013, depois do derrube do ex-Presidente François Bozizé por grupos armados juntos na Séléka, o que suscitou a oposição de outras milícias, agrupadas sob a designação anti-Balaka. O Governo centro-africano controla cerca de um quinto do território. O resto é dividido por mais de 15 milícias que procuram obter dinheiro através de raptos, extorsão, bloqueio de vias de comunicação, recursos minerais (diamantes e ouro, entre outros), roubo de gado e abate de elefantes para venda de marfim.

Um acordo de paz foi assinado em Cartum, capital do Sudão, no início de fevereiro pelo Governo e por 14 grupos armados. Um mês mais tarde, as partes entenderam-se sobre um governo inclusivo, no âmbito do processo de paz. Portugal está presente na RCA desde o início de 2017, no quadro da missão das Nações Unidas.

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