expresso.ptexpresso.pt - 9 out 19:19

Extinction Rebellion. Ativistas querem bloquear aeroporto de Londres por três dias

Extinction Rebellion. Ativistas querem bloquear aeroporto de Londres por três dias

Como movimento global que é, o Extinction Rebellion tem ações previstas para várias cidades pelo mundo. A próxima é Londres, onde um dos aeroportos verá chegar esta quinta-feira centenas de manifestantes, prontos a pará-lo

Rebelião internacional. Assim se define o período que marca uma série de ações programadas pelo movimento internacional “Extinction Rebellion”, que promete espalhar-se por mais de 60 cidades pelo mundo durante as próximas semanas. O protesto arrancou na segunda-feira, dia 7 de outubro, e tem esta quinta-feira uma das ações de maior impacto. Em Londres, capital do Reino Unido, os ativistas prometem bloquear o aeroporto London City durante três dias.

A ideia é que os manifestantes se reúnam a partir de vários pontos à volta de Westminster, onde ficam os principais centros do poder britânico, seguindo depois para o aeroporto a pé, de bicicleta ou de transportes públicos. Uma vez lá chegados, lê-se no site da iniciativa, “realizaremos uma manifestação pacífica em massa para fechar o London City pelo maior tempo possível (...) vamos sentar-nos no aeroporto, e à volta dele, e sobrecarregá-lo com o nosso número [de pessoas], simplesmente usando os nossos corpos.” Os organizadores dizem ter mantimentos e recursos suficientes para três dias de protesto. Alertam ainda a quem queira juntar-se que não devem ser utilizados drones.

O protesto está marcado para as 9h00 locais (a mesma hora em Lisboa), altura em que os manifestantes se começarão a sentar, deitar ou até a amarrar-se às entradas e saídas do aeroporto. Caso sejam impedidos de o fazer, ou afastados à força pela polícia (como aconteceu em Lisboa, na última manifestação pelo clima), os ambientalistas prometem bloquear os acessos, autocarros, transportes ferroviários ou impedir a circulação nas ruas. O grupo diz que já se inscreveram “centenas de participantes para fazer uma barreira com os seus corpos”.

Com características semelhantes a outros protestos marcados pelo mundo, este tem, ainda assim, exigências específicas: no caso do Reino Unido, a ação é contra a extensão do aeroporto, considerada incompatível com a “emergência ecológica” decretada pelo parlamento britânico e com os compromissos do Governo de alcançar uma pegada de carbono neutra em 2050.

Não é a primeira vez que o tema é levantado e também não é a primeira ação do movimento na capital inglesa. Segundo a polícia londrina, mais de 500 pessoas foram detidas desde o início das ações, na segunda-feira. Pelo meio, Boris Johnson criticou os manifestantes, tendo sido contrariado pelo pai, Stanley Johnson, que disse apoiá-los e até esteve reunido com alguns em Trafalgar Square.

TOBY MELVILLE / REUTERS

Um pé em cada canto

O “Extinction Rebellion” é um grupo de ativistas do ambiente formado há cerca de um ano no Reino Unido, como “movimento de desobediência civil”. Tornou-se conhecido por organizar manifestações pacíficas de alto impacto e espalhou-se pelo globo. Chegou a Portugal ainda no ano passado, mas teve uma das principais ações já este ano, em abril, quando um manifestante — membro do movimento, soube-se depois — interrompeu o discurso de António Costa, tirando-lhe o microfone.

Neste link é possível ver todas as ações marcadas pelo “Extinction Rebellion” para Londres, onde está prometido um impacto cinco vezes maior do que em abril (quando também foram detidas centenas de pessoas). Já neste link estão os eventos previstos para 60 cidades espalhadas pelo mundo.

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