expresso.ptexpresso.pt - 9 out 23:48

Joe Biden defende pela primeira vez destituição de Donald Trump

Joe Biden defende pela primeira vez destituição de Donald Trump

O ex-governante, e favorito para a nomeação democrata para a Casa Branca, lamentou que Trump tenha violado o juramento que fez durante a sua tomada de posse. “Como todos sabemos, é necessário respeitar a nossa Constituição, a nossa democracia e a nossa integridade. E como isso não tem acontecido, Trump merece ser destituído”, defendeu esta quarta-feira Joe Biden

Pela primeira vez, o ex-vice-presidente dos EUA Joe Biden defendeu a destituição do Presidente norte-americano, alegando que Donald Trump cometeu crimes de obstrução à justiça. Num comício em Rochester, no estado norte-americano de New Hampshire, Joe Biden afirmou esta quarta-feira que o Presidente dos Estados Unidos já cometeu “atos impensáveis” suficientes que justificam o processo de impeachment.

“Com as suas palavras e as suas ações, o Presidente Trump indiciou-se a si mesmo por obstrução à justiça e recusando-se a cooperar com a investigação”, declarou o antigo vice-presidente dos EUA citado pela CNN.

O ex-governante e favorito para a nomeação democrata para a Casa Branca lamentou ainda que Trump tenha violado o juramento que fez durante a sua tomada de posse. “Como todos sabemos, é necessário respeitar a nossa Constituição, a nossa democracia e a nossa integridade. E como isso não tem acontecido Trump merece ser destituído”, acrescentou.

Não demorou muito para o Presidente norte-americano reagir no seu canal de comunicação preferido, o Twitter, e criticar as declarações de Joe Biden, que está a liderar uma “campanha fracassada”. “É tão patético ver o sonolento Joe Biden, que com seu filho Hunter, e em detrimento do contribuinte americano, roubou pelo menos dois países por milhões de dólares, pedindo a minha destituição – e eu não fiz nada errado”, escreveu na rede social.

Trump quer “regras justas”

Depois de a líder democrata no Congresso, Nancy Pelosi, ter criticado a decisão da Casa Branca de não cooperar na investigação ao Presidente norte-americano, com vista “a camuflar a traição da democracia dos EUA”, Donald Trump esclareceu que terá disponibilidade para participar na investigação se forem garantidos os seus direitos e “se as regras forem justas”.

Na terça-feira, a Casa Branca explicou, numa carta enviada pelo advogado da administração Trump à líder democrata no Congresso, que se recusa a participar no inquérito que está a decorrer com vista à sua destituição, uma vez que “não tem fundamento constitucional legítimo” nem “aparente imparcialidade”.

Foi há quinze dias que Nancy Pelosi anunciou a abertura de um processo que visa a destituição do Presidente norte-americano, invocando os crimes de abuso de poder, de violação da Constituição e obstrução à justiça, face à alegada interferência russa nas eleições de 2016.

Durante muito tempo, os democratas estiveram relutantes quanto ao processo de destituição de Donald Trump, mas a divulgação da conversa entre o Presidente norte-americano e o seu homólogo ucraniano – quando Trump pediu para investigar o filho de Joe Biden – terá acelerado o processo.

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