expresso.ptMarina Costa Lobo - 7 out 17:13

O sistema partidário está ferido, mas o seu coração bate

O sistema partidário está ferido, mas o seu coração bate

Além de juntos terem mais deputados do que em 2015, PS e PSD reforçaram a distância em relação aos outros partidos do seu bloco, em termos de votos e de assentos. Continuam por isso a ser os partidos dominantes do sistema

Há duas grandes leituras possíveis do resultado de domingo à noite: uma é que assistimos aos primeiros sinais do fim do sistema partidário mais duradouro da Europa Ocidental tal como o conhecemos. Este sistema partidário resistiu a quase tudo, incluindo a maior crise económica em democracia nos tempos da troika. Agora, finalmente, quebraram-se as comportas e começou a mudança. Dos quatro principais partidos que dominaram a Assembleia da República entre 1976 e 2019, dois tiveram derrotas históricas: o CDS-PP e o PCP. Vamos ter dez partidos no Parlamento. À esquerda entram o Livre, cresce o PAN e o BE mantém, sublinhando o abandono do PCP por parte de um eleitorado de esquerda tendencialmente pós-materialista. À Direita, a Iniciativa Liberal e o Chega mostram que poderá haver mudanças significativas que reorganizem a Direita.

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