visao.sapo.ptvisao.sapo.pt - 20 set 14:29

Dia de sair à rua pelo clima

Dia de sair à rua pelo clima

Fala-se em mais de 1500 protestos em todo o planeta, contra a falta de medidas que combatam efetivamente as alterações climáticas – e Portugal não fica de fora. Veja quando e onde se pode juntar à manifestação

Marchas e greves, filmes e debates – um pouco por todo o planeta, começa esta sexta-feira, 20, o que se espera ser uma semana cheia de acontecimentos a chamar a atenção para a necessidade de se tomarem medidas a sério que reduzam o nosso contributo para as alterações climáticas.

E os sinais de que aí vem algo que quer ser grande estão por todo o lado: na capital do Reino Unido, milhares de ativistas promoveram, no início da semana, um funeral em frente à Semana da Moda de Londres; na Suíça, um grupo de jovens entrou no parlamento a ostentar uma faixa que dizia “Contagem decrescente final: faltam 16 meses”; na Alemanha, onde Angela Merkel anunciou recentemente um novo plano para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e tornar a economia mais verdade, os ativistas não hesitaram em bloquear, no último fim de semana, o Salão Automóvel de Frankfurt. “Temos de nos deixar de andar de carro, para o bem público”, defendia, alto e bom som, a ativista Hannah Fiederer.

Já Greta Thunberg, a adolescente sueca que provocou todo este movimento há já um ano, não perdeu tempo a mostrar, esta manhã, na sua página do Twitter, que era ainda madrugada nos EUA, onde chegou há duas semanas, e já havia milhões nas ruas na Austrália. “Partilhem as imagens o mais possível, para que o movimento se espalhe pela Ásia até à Europa e África.”

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Esse efeito tinha já sido conseguido em março, num protesto que levou cerca de 1,6 milhões de jovens às ruas – 20 mil nas cidades portuguesas. Em maio, a dois dias das eleições europeias, o protesto repetiu-se ao longo de mais de 50 localidades portuguesas, e cem países em todos o mundo. Agora, na anunciada Semana Global pelo Clima, que se assinala entre hoje, 20, e a próxima sexta-feira, 27, o programa foi revisto e aumentado.

Assim, o protesto português começa com uma vigília em Lisboa, que sai do Largo do Príncipe Real, às oito da noite, e desce até à Assembleia da República - onde se anunciam debates do encontro com vários coletivos com objetivos semelhantes, como a Rede 8 de Março (um movimento feminista) e o Mídia Ninja, grupo que quer ser uma alternativa à imprensa tradicional. Mas não só: durante toda a semana estão previstas ações em 25 localidades; a mais completa dá pelo nome de Cineclima, um conjunto de cerca de 40 sessões de cinema, com transmissão de filmes sobre questões ambientais.

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A partir de segunda-feira, o tema ganha outra força, com o início da Cimeira do Clima nas Nações Unidas, em Nova Iorque, um encontro convocado pelo secretário-geral da ONU, António Guterres – que escreveu aos líderes de todos os países para que assumam objetivos mais ambiciosos na contenção do aquecimento global, e também figurou na capa da Time, a dar a cara a todo este manifesto. "É a batalha das nossas vidas", salientou o português, na sua página de Twitter, apontando aquele que considera o maior problema da humanidade, "que vai afetar dramaticamente o futuro se nada de substancial for feito.

A pensar nisso, Guterres já anunciou uma iniciativa que visa garantir que a criação de empregos e a proteção dos meios de subsistência estejam no centro dos esforços dos países para impulsionar a ação climática, tendo já instado os países a aderir ao repto. Chamada “Ação climática por empregos”, vai ser apresentada oficialmente na sede da ONU na próxima semana, em conjunto com a Organização Internacional do Trabalho. "A razão para isto é muito simples: cerca de 1,2 mil milhões de empregos ou 40 por cento do emprego mundial - depende diretamente de um ambiente saudável e estável. Os negócios não podem ter sucesso num planeta que falha. Os empregos não podem ser sustentados num planeta moribundo.”

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