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Produtividade das empresas abranda. Cresceu apenas 0,4% em 2018

Produtividade das empresas abranda. Cresceu apenas 0,4% em 2018

Atividade e valor gerado pelo conjunto das empresas portuguesas abrandou no ano passado, segundo dados publicados hoje pelo INE.

Depois de ter crescido 2,8% em 2017, a produtividade das empresas portuguesas, excluindo empresas individuais, ficou-se por um aumento de 0,4% no ano passado, informa esta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatísticas com a publicação dos dados sobre a atividade das empresas não financeiras de 2018. O valor médio gerado por trabalhador ficou em 29.100 euros.

Segundo os dados do INE, o valor acrescentado bruto (VAB) gerado pela totalidade das empresas portuguesas (empresas individuais, sociedade e sociedades anónimas) abrandou, aumentando apenas 5,6% – abaixo dos 8,5% de 2017) – e ficando em 97,8 mil milhões para um universo de 1,26 milhões de empresas.

O aumento do volume de negócios desacelerou de 9,1% para 6,4% no último ano, ficando o valor global em 395,28 mil milhões de euros. A taxa de VAB recuou em 0,34 pontos percentuais para 36,95%.

Num ano em que o número de empresas cresceu 2% e os trabalhadores em 4,2%, para 4,05 milhões de indivíduos, os gastos com pessoal registaram um aumento de 7,6%. A remuneração média anual ficou em 13.951 euros.

Os lucros empresariais gerados em Portugal aumentaram 19,6%, para 27,24 mil milhões de euros.

Já o investimento ficou em 20,6 mil milhões de euros, crescendo 10,5%. A taxa de investimento aumentou de 20,09% para 21,04%.

O sector da construção foi aquele que maior crescimento teve na atividade, com o volume de negócios a aumentar em 11,6% e o valor acrescentado bruto a subir 12%. Já o sector de alojamento e restauração desacelerou fortemente, com o crescimento do volume de negócios a recuar de 18,1% para 7,5%. O VAB do sector aumentou apenas 7,2% (22,1% no ano anterior).

As estatísticas do INE concluem também que houve já em 2018 abrandamento da atividade das empresas exportadoras, com o volume de negócios a crescer apenas 6,2% (12,5% em 2017) e o VAB a ampliar-se apenas em 3,5% (9% no ano anterior). As empresas que não exportam geraram quase o dobro do valor, ou 6,7%.

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