observador.ptobservador.pt - 19 set 21:20

Deputado do PS por Beja acusa Universidade de Coimbra de “populismo pseudoambiental”

Deputado do PS por Beja acusa Universidade de Coimbra de “populismo pseudoambiental”

“O populismo pseudoambiental da Universidade de Coimbra (UC) prestou um mau serviço à coesão territorial e a uma sociedade com equilíbrios justamente distribuídos”, criticou Pedro do Carmo.

O deputado e cabeça-de-lista do PS por Beja acusou a Universidade de Coimbra de prestar “um mau serviço à coesão territorial” e ao mundo rural devido ao “populismo pseudoambiental” de eliminar a carne de vaca das cantinas.

“O populismo pseudoambiental da Universidade de Coimbra (UC) prestou um mau serviço à coesão territorial e a uma sociedade com equilíbrios justamente distribuídos”, criticou Pedro do Carmo, candidato socialista às legislativas de 6 de outubro.

Segundo o deputado do PS eleito pelo círculo de Beja nesta legislatura, em comunicado, a UC, “espaço de conhecimento e liberdade, resolveu embarcar no populismo da moda do ataque fácil ao mundo rural, sob a capa das preocupações ambientais”. “O que já foi espaço de liberdade apresentou-se, nesta questão, como espaço de proibição”, argumentou.

Pedro do Carmo reagia ao anúncio do reitor da UC, Amílcar Falcão, na terça-feira, de que vai eliminar o consumo de carne de vaca nas cantinas universitárias a partir de janeiro de 2020, por razões ambientais.

Segundo o reitor, a medida será o primeiro passo para, até 2030, tornar a UC “a primeira universidade portuguesa neutra em carbono”. Mas, para o deputado do PS por Beja, trata-se de uma “decisão simbólica e radical, sob a capa da preocupação” para “com o planeta e com a produção de CO2 pelas explorações animais”.

E, acrescentou, “significa que para a UC, como para muitos decisores, o mundo rural e o interior [do país] podem estar sujeitos a todas as consequências para que o meio urbano insista e persista em opções que são lesivas do ambiente, da saúde, do clima e do planeta, essas sim com impactos relevantes decorrentes do seu peso demográfico”.

“Depois de anos de discriminação, abandono e desinteresse das elites e dos decisores, num momento em que a valorização do interior faz parte do discurso político e de medidas concretas, não aceitamos esta menorização das pessoas e dos territórios do mundo rural”, garantiu.

Para Pedro do Carmo, “quem nunca fez nada para que o interior e o mundo rural tivessem mais população, mais oportunidades, mais dinamismos e acesso a serviços que sustentam a qualidade de vida, devia de se abster de colocar mais dificuldades a quem sempre resistiu perante as dificuldades”.

A UC, com esta decisão, está “alegadamente preocupada com o ambiente e o futuro do planeta”, mas poderia ter tomado outras medidas, como utilizar a energia elétrica “de fonte renovável” ou a eliminação da utilização do plástico ou do papel e a substituição de veículos automóveis movidos a combustíveis fósseis, sugeriu.

Ainda nesta quinta-feira, o cabeça de lista do PSD por Beja, Henrique Silvestre, considerou que a UC “perdeu uma oportunidade de incentivar” os empresários agrícolas portugueses a aderirem a práticas ambientalmente sustentáveis.

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