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Projeto de combate ao bullying vence 16º Poliempreende

Projeto de combate ao bullying vence 16º Poliempreende

IP de Tomar estreou-se como anfitrião da final nacional e surpreendeu os finalistas com uma semana inteira de atividades

Bully Ban, o projeto apresentado em representação do Instituto Politécnico (IP) do Porto foi o grande vencedor do Poliempreende 2019. A final nacional da 16ª edição deste concurso, que foi criado pelas escolas e institutos politécnicos do país para incutir e estimular o empreendedorismo, decorreu no IP de Tomar. O júri do concurso, após 48 horas a ouvir a apresentação dos 21 projetos concorrentes, decidiu esta sexta-feira, 13 de setembro, quais os melhores da “safra” deste ano. Em 2º e 3º lugares ficaram as ideias de negócio do IP de Leiria e do IP da Guarda.

Os pormenores mais concretos acerca das equipas e projetos vencedores da 16ª edição do Poliempreende – concurso que conta com a parceria do Santander Universidades – só serão divulgados daqui a um mês, durante a cerimónia de atribuição dos respetivos prémios. No entanto, é já do conhecimento público que o projeto que arrebatou o 1º lugar deste concurso foi o vencedor do Poliempreende regional do Porto, uma ideia de negócio que pretende “prevenir e evitar o bullying”.

Como explica João Freitas Coroado, presidente do Instituto Politécnico de Tomar, anfitrião da final, os projetos concorrentes são “ideias que já têm um plano de negócio associado e o que se pretende com o Poliempreende é alavancar estas ideias de forma a que possam, no futuro, resultar em empresas e em criação de emprego, especialmente dos elementos das respetivas equipas”.

É por isso que a conquista dos prémios do Poliempreende é tão importante para a concretização prática destas ideias de negócio. Com o 1º prémio, o Bully Ban leva “para casa” um valor monetário de 10 mil euros assegurado pelo Banco Santander.

Freita CoroadoO Poliem-preende é, principal-mente, orientado para o desenvol-vimento de competên-cias empreende-doras que motivam o desenvolvimento da criatividade e das ideias inovadoras enriquecendo o conhecimento que é adquirido, pelos estudantes, na Academia”, João Freitas Coroado, presidente do IP de Tomar.

No 2º lugar ficou o Politécnico de Leiria com o projeto CBmeter, uma nova tecnologia para ajudar no diagnóstico de doenças, cujo prémio inclui um valor monetário de 5.000 euros, patrocinado pela Softinsa. Já o 3º prémio coube ao projeto Hydroponic Evolution Farm, do IP da Guarda que, como o próprio nome indica, terá que ver com agricultura hidropónica. Para ajudar à concretização deste negócio a equipa recebe 3.000 euros do respetivo patrocinador do prémio, a Ordem dos Contabilistas Certificados.

Ainda antes da análise e avaliação dos projetos dos 21 politécnicos concorrentes, os elementos das equipas e respetivos professores-coordenadores tiveram direito a uma semana de atividades organizadas pelo anfitrião. Na agenda estiveram visitas de natureza empresarial, cultural e social para mostrar o que de mais inovador tem a região.

“Organizar um evento destes, que é nacional, trazer equipas de outras regiões, é uma forma de promover o médio-Tejo. E o médio-Tejo precisa dessa promoção até porque todas as iniciativas que estão organizadas à volta do Poliempreende são exatamente para mostrar que a região tem qualidade de vida, indústria, serviços, equipamentos culturais, alguns dos quais são Património Universal classificados pela UNESCO”, afirmou João Freitas Coroado. Diz o responsável que a forma dinâmica e inovadora como foram recebidos agradou aos visitantes, que lhe deram “um feedback muito positivo”.

“Muitos dos participantes têm sido surpreendidos com a forma como foram recebidos, pelo desenvolvimento das empresas que têm visitado, pela qualidade do Parque de Ciência e Tecnologia que a Região disponibiliza e pela monumentalidade do Património. Para além disso, serviu também para mostrar a paisagem natural que confere uma qualidade de vida ímpar à região”, disse João Freitas Coroado.

A 16ª edição do Poliempreende atribui ainda um Prémio Inovação, no valor de 2.500 euros, que coube ao projeto do IP de Santarém, e um Prémio Internacionalização, de 1.500 euros, ganho pela Universidade das Ilhas Baleares.

As equipas e cordenadores dos projetos concorrentes ao Poliempreende tiveram oportunidade de conhecer a região. FOTOS: D.R. / IP Tomar

As equipas e coordenadores dos projetos concorrentes ao Poliempreende tiveram oportunidade de conhecer a região. FOTOS: D.R. / IP Tomar

Os projetos empreendedores foram defendidos ao longo dos dias 12 e 13 de setembro, no campus do Instituto Politécnico de Tomar, em apresentações feitas perante o júri do concurso – cada equipa teve direito a 10 minutos de exposição, seguidos de 20 minutos de interpelações pelos jurados. Do júri fez parte Cristina Dias Neves (Santander), Nuno Dionísio (Softinsa), Nelson Ferreira (OCC), Tiago Ferreira (Delta Cafés), Sandra Alvim (IAPMEI) e presidido pela Cláudia Pires da Silva (IPT).

Apesar de o projeto do IP de Tomar – desenvolvido na área das novas tecnologias associadas ao transporte de bens – não ter conquistado nenhum dos galardões, o presidente do instituto não hesita em elogiar o concurso. “O Poliempreende é, principalmente, orientado para o desenvolvimento de competências empreendedoras que motivam o desenvolvimento da criatividade e das ideias inovadoras enriquecendo o conhecimento que é adquirido, pelos estudantes, na Academia”, afirmou João Freitas Coroado. “É importante, também, porque os projetos que são desenvolvidos em cada instituição geram empresas que se fixam na região promovendo o desenvolvimento e mais-valias no tecido empresarial local. E essa é umas das mais importantes missões dos Politécnicos”, concluiu o responsável.

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