www.vidaeconomica.ptvidaeconomica.pt - 13 set 12:44

PortoBay abre hotel de cinco estrelas no histórico edifício Casa dos Maias

PortoBay abre hotel de cinco estrelas no histórico edifício Casa dos Maias

A Casa dos Maias ou Casa dos Ferrazes Bravos, como também era conhecido o palacete da Rua das Flores, deu lugar à mais recente unidade hoteleira de cinco estrelas da PortoBay, que envolveu a reabilitação e reconversão do edifício histórico.
O hotel tem 66 quartos, spa e piscina interior, ginásio, restaurante, bar com esplanada para a rua, pátio ajardinado, quartos com vista sobre a cidade e espaço para reuniões. Este é o segundo hotel do grupo no Porto, depois da aquisição da unidade de quatro estrelas, Hotel Teatro, agora PortoBay Hotel Teatro, em dezembro do ano passado. O projeto do hotel conta com 55 quartos no edifício novo e 11 no antigo palacete. São sete tipologias de quarto disponíveis para diferentes experiências, que contam com camas espaçosas (2 metros de largura, na grande maioria), e todas as comodidades, o que garante o conceito de conforto que carateriza a marca PortoBay. Dos pisos superiores revela-se das amplas janelas e varandas aquilo que talvez melhor caraterize a cidade: uma vista privilegiada sobre o casario recuperado, onde se destaca a Sé do Porto, e que se prolonga até ao rio Douro. “O hotel PortoBay Flores surge no seguimento do interesse do grupo PortoBay em ter representação nas principais cidades do país, com uma oferta alargada no segmento de 5 e 4 estrelas”, explica António Trindade, presidente e CEO do grupo, acrescentando que “este hotel corresponde a uma vontade de diversificação de produto hoteleiro, indo à procura de edifícios com características fortemente diferenciadas e com a melhor localização possível”. Acrescente, “deste modo, este nosso novo hotel preenche os nossos objetivos em termos de realidade urbana em Portugal, reproduzindo o nosso exemplo em Lisboa, com o PortoBay Liberdade e PortoBay Marquês”. Fusão entre o clássico  e o contemporâneo O novo hotel cinco estrelas da cidade do Porto apresenta-se numa fusão entre o clássico e o contemporâneo, conjugando um palacete do século XVI e um edifício construído de raiz. O desafio do arquiteto Samuel Torres de Carvalho passou por preservar e integrar os elementos originais da traça do palacete com 500 anos de história, de forma a assegurar a sua identidade, unindo a ala histórica à nova edificação. Na fachada mantém-se as grandes portas de madeira, os janelões sobrepujados por frontões triangulares, as varandas de ferro forjado e as cantarias de pedra onde figura o brasão quinhentista que enquadra o vão central. O projeto de interiores é da autoria da arquiteta Catarina Cabral e foi concedido no sentido de fazer um grande contraste entre o clássico do próprio edifício com o design moderno das peças escolhidas. Privilegiaram-se ainda espaços com boas circulações que deixassem o edifício falar por si só. No interior, as antigas cavalariças do palacete deram lugar à entrada do hotel. O piso e a imponente escadaria foram restaurados e as lajes de granitos originais continuam a marcar presença. Destacam-se ainda outros elementos da época como os bonitos azulejos, janelas, motivos decorativos em pedra original e um antigo forno de cozinha que une o edifício do palacete à ala nova do hotel. Entre a ala nova e o palacete surge um amplo pátio pavimentado em lajes de granito, onde reside mais um dos muitos segredos do Porto, uma pequena capela barroca cuja data se atribui à época das obras de renovação do imóvel, a meados do século XVIII, de autoria do artista italiano Nicolau Nasoni, com emblemáticos trabalhos na cidade do Porto.
1
1