www.publico.ptpublico.pt - 13 set 17:36

Estado põe à venda antiga sede dos espiões

Estado põe à venda antiga sede dos espiões

O Forte do Alto do Duque, em Lisboa, foi sede do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa até 2015.

O Forte do Alto do Duque, antiga sede do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), está na lista de infra-estruturas militares que o Governo quer vender. O despacho das secretarias de Estado do Tesouro e da Defesa Nacional foi publicado esta sexta-feira em Diário da República.

Localizado no Parque Florestal de Monsanto, o Forte do Alto do Duque foi sede do SIED até 2015, altura em que este serviço de informações se mudou para o Forte Dom Carlos I, na Ameixoeira, onde passou a partilhar instalações com o Serviço de Informações de Segurança (SIS). Em Abril de 2019, o Forte do Alto do Duque acolheu também a sede da Divisão de Investigação Criminal da PSP de Lisboa.

Na lista de imóveis para venda consta também uma vivenda no centro de Lisboa, na Avenida Gago Coutinho, que era propriedade da Cruz Vermelha Portuguesa, edifícios da Manutenção Militar, na Rua do Grilo, o Convento de Chelas e um anexo ao Quartel do Conde de Lippe, com entrada pela Rua das Amoreiras, o Centro de Comunicações de Dados e Cifra da Marinha ou uma carreira de tiro, ambos em Monsanto. No concelho de Cascais, está também para a venda o Forte de Santo António da Barra.

Comparando a lista deste ano com a última lista que tinha sido publicada (em 2015), é possível verificar que a maioria dos imóveis continua à venda, ou seja, o Estado está com dificuldades em encontrar compradores. Os Hospitais Militares de Belém e da Estrela, o Quartel da Graça, o Colégio de Campolide e a Quinta da Alfarrobeira são alguns desses exemplos em Lisboa.

PÚBLICO - Foto Forte de Santo António da Barra, em Cascais

Quando o Governo aprovou a primeira Lei de Programação de Infraestruturas Militares (LPIM), em 2008, o Governo em funções, chefiado por José Sócrates, previa encaixar 834 milhões de euros com a venda de imóveis em 12 anos, ou seja, até 2020. Em 2017, porém, o Estado só tinha arrecadado pouco mais de 150 milhões de euros, segundo noticiou então o Diário de Notícias.

De acordo com a nota explicativa do Orçamento do Estado para 2019 da área da Defesa, o actual Governo prevê receber durante este ano 20 milhões de euros.

Alguns imóveis do Ministério da Defesa foram incluídos no projeto REVIVE - criado por este Governo - que ajuda a promover projectos turísticos em imóveis históricos. O Convento de São Paulo, que era propriedade do Ministério da Defesa, por exemplo, é hoje um hotel de quatro estrelas.

Texto editado por Helena Pereira

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