eco.sapo.pteco.sapo.pt - 13 set 12:01

Custo do trabalho em Portugal com evolução mais baixa na UE

Custo do trabalho em Portugal com evolução mais baixa na UE

Evolução salarial portuguesa intensificou divergência face à UE. Se até março, salários europeus estavam a crescer mais 1,3 p.p. que os portugueses, no segundo trimestre diferença já era de 2,2 p.p.

O custo da hora de trabalho em Portugal registou a evolução mais baixa de toda a União Europeia ao longo do segundo trimestre do ano, de acordo com dados divulgados esta sexta-feira pelo Eurostat. Se na União Europeia o custo dos salários, medido por hora trabalhada, cresceu 3,1% em relação ao mesmo período de 2018, em Portugal a evolução ficou-se pelos 0,9%. Na zona euro, a evolução salarial média foi de 2,7%.

“No segundo trimestre de 2019, os maiores aumentos anuais nos custos do trabalho por hora para toda a economia foram registados na Roménia (+12,4%), Bulgária (+11,0%), Eslováquia (+10,6%) e Hungria (+10,1%), enquanto os menores aumentos foram registados em Portugal (0,9%) e Malta (1,1%)”, detalha a nota do organismo estatístico europeu.

A evolução salarial na economia portuguesa intensificou assim a divergência em relação aos restantes Estados membros entre abril e junho deste ano, já que, no primeiro trimestre de 2019, os custos laborais por hora trabalhada na economia tinham crescido 1,4% contra a média de 2,7% da UE, ou seja menos 1,3 p.p., diferença que no segundo trimestre cresceu para 2,2 p.p. (0,9% vs. 3,1%).

Apesar de a diferença ser significativa, olhando para a evolução dos salários por área da economia, percebe-se que esta é ainda maior. Segundo o Eurostat, o custo da hora trabalhada na indústria portuguesa caiu 5,1% no segundo trimestre de 2019, em comparação com o mesmo período de 2018, isto quando na UE28 cresceu 2,5%. Já na construção portuguesa, os salários caíram 2%, contra a subida de 3,1% na UE.

São os serviços que surgem a compensar a evolução negativa registada da indústria e da construção em Portugal, ainda que ficando igualmente muito aquém do que se verifica a nível europeu. Entre abril e junho, os salários medidos por hora trabalhada nos serviços cresceram 0,2% em Portugal quando na UE28 saltaram 2,8%.

1
1