expresso.ptexpresso.pt - 13 set 14:51

Incêndios florestais na Indonésia provocam tensões diplomáticas com a Malásia

Incêndios florestais na Indonésia provocam tensões diplomáticas com a Malásia

A Indonésia tem sido assolada por milhares de incêndios florestais, que começaram em junho e se agravaram no início deste mês, obrigando ao encerramento de escolas e aeroportos, por causa do intenso fumo provocado pelas centenas de quilómetros de chamas

Os enormes incêndios florestais que estão a afetar a Indonésia começam a causar tensões diplomáticas com a Malásia, por causa dos fumos poluentes que se estendem até aos países vizinhos.

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A Malásia, país vizinho, já se queixou dos fumos poluentes que atravessam a fronteira e que afetam milhões de pessoas.

O primeiro-ministro da Malásia, Maathir Mohamad, escreveu mesmo uma carta ao Presidente da Indonésia, Joko Widodo, pedindo medidas para resolver com urgência a questão da proliferação de incêndios nas florestas.

Nesta contenda diplomática, o Governo da Indonésia responde que o problema dos fumos que estão a obrigar a fechar escolas e aeroportos tem origem em incêndios em ambos os países e deve ter uma resposta comum.

O ministro do Meio Ambiente da Malásia, Yeo Bee Yin, considera que as autoridades indonésias estão a ignorar o que se passa e pediu esta sexta-feira, na sua conta da rede social Twitter, para que o Governo da Indonésia "não se recuse a reconhecer a realidade".

A realidade de que fala Yeo Bee Yin são os mais de cinco mil focos de incêndio ativos que os satélites das agências aeroespaciais detetaram em território indonésio, esta semana, e que obrigaram a fechar escolas, estradas e aeroportos nos dois países.

Só na província de Sarawak, na Malásia, mais de 150 mil estudantes ficaram sem aulas, devido ao encerramento dos estabelecimentos de ensino, e as autoridades distribuíram meio milhão de máscaras para resistir aos fumos intensos.

O departamento de saúde da Malásia diz que mais de 300 mil pessoas sofrem de problemas respiratórios e antecipa que muitas mais venham a procurar ajuda por causa da inalação dos fumos dos incêndios provenientes das províncias indonésias de Riau, Jambi, bem como da ilha de Sumatra e do Bornéu.

As autoridades indonésias reconhecem que mais de 320 mil hectares de floresta foram devastados pelos incêndios florestais dos últimos meses e mostram-se impotentes para combater os focos que, em grande parte, são provocados por ações de limpeza de campos de cultivo, por parte de agricultores.

Ciente deste facto, a Malásia apelou ao Governo da Indonésia para que proíba queimadas, de forma a diminuir os focos de incêndio que estão a provocar o pânico nas populações dos dois países.

A Indonésia responde que tem cerca de nove mil bombeiros e militares mobilizados, especialmente nas áreas onde os incêndios produzem mais fumos poluentes, em particular nas regiões de produção de óleo de palma.

"Estamos a fazer o melhor que podemos", disse esta semana o ministro das Florestas e Meio Ambiente da Indonésia, Siti Bakar, respondendo às queixas das autoridades da Malásia, referindo que estão em ação 40 helicópteros a ajudar os milhares de soldados e bombeiros.

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