expresso.ptexpresso.pt - 13 set 11:35

Inquérito: 90% das empresas pretendem aumentar salários em 2020

Inquérito: 90% das empresas pretendem aumentar salários em 2020

Sector tecnológico lidera perspetivas de evolução salarial com aumentos que podem chegar até aos 4%, revela um inquérito nacional da consultora Korn Ferry

92,4% das empresas nacionais esperam realizar aumentos salariais no próximo ano na ordem dos 2%. Os números constam do último inquérito global realizado pela consultora Korn Ferry às perpetivas salariais das empresas para o próximo ano - Workforce+Pay 2020 - que em Portugal analisou 400 empresas. O aumento médio de 2% estimado para o próximo ano está ligeiramente abaixo do apurado em 2019 (2,13%) mas pode, em sectores como o das Tecnologias de Informação, superar esta previsão.

De acordo com o inquérito agora divulgado pela consultora, "o aumento salarial de 2% estimado pelas empresas para o próximo ano estender-se-á à generalidade das funções nas empresas, considerando os vários sectores de atividade analisados". No Workforce+Pay 2020, a Korn Ferry avalia as espectativas salarias das empresas dos vários países em nove sectores de atividade: Tecnologias de Informação, serviços Partilhados, Indústria, Transportes, Construção, Retalho, Financeiro, Energia e Grande Consumo.

Tecnologias com aumentos estimados a rondar os 4%

A análise da informação partilhada pelas 400 empresas portuguesas que participaram no inquérito global mostra que o sector tecnológico é o que antecipa maiores aumentos. "Para todas as categorias funcionais, este sector é o que apresenta maiores aumentos salariais estimados para 2020, a nível nacional", explica Miguel Albuquerque, porta-voz da Korn Ferry em Portugal e responsável pela área de estudos salariais no país. Neste sector, as funções técnicas poderão esperar aumentos na ordem dos 3,42%, enquanto os cargos executivos poderão alcançar incrementos de 4%.

"A forte aposta das empresas no sector das Tecnologias de Informação tem feito com que o sector seja um dos mais dinâmicos, atraindo para o país empresas como a Google, Amazon e Mercedes.io", realça Miguel Albuquerque acrescentando que "na procura de atrair o melhor talento mas também na retenção dos melhores colaboradores, e face à escassez, as empresas atribuem condições salariais acima do que seria a prática normal do mercado".

Outros sectores podem também superar o aumento médio previsto para os salários nacionais. Nos Serviços Partilhados, por exemplo, a conjugação da instalação de novas empresas em regiões como Braga, Aveiro e Castelo Branco (a par com Lisboa e Porto) com competição das empresas por profissionais com formação técnica e conhecimento de idiomas justifica aumentos estimados de 2,63% em 2020.

Indústria e Retalho registam uma tendência semelhante. No primeiro caso, as funções executivas e as de gestão intermédia são as que antecipam maiores aumentos, 3% e 2,19%, respetivamente. Já no retalho, só as funções operativas (base da organização) deverão superar a média prevista pelas empresas nacionais, com 2,25% de aumento estimado. Neste sector, os executivos não terão aumentos além de 1,33%.

1
1