observador.ptobservador.pt - 11 set 13:51

Líder eleito de Macau promete “sentido de responsabilidade” para com população e Pequim

Líder eleito de Macau promete “sentido de responsabilidade” para com população e Pequim

Ho Iat Seng foi esta quarta-feira nomeado. Define como metas diversificar a economia, melhorar a qualidade de vida da população e integrar "ativamente" a construção da Área da Grande Baía.

O chefe do Executivo eleito de Macau, Ho Iat Seng, agradeceu esta quarta-feira, em Pequim, a confiança nele depositada pelo governo central, e expressou “profundo sentido de responsabilidade” em cumprir com as expectativas de Pequim e da população de Macau.

Ho, que foi esta quarta-feira nomeado chefe do Executivo da Região Administrativa Especial de Macau pelo primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, em Zhongnanhai, sede oficial do Governo chinês, comprometeu-se a implementar “sem reservas” a fórmula “um país, dois sistemas” e governar de acordo com a constituição chinesa e a Lei Básica de Macau.

Macau foi integrado na República Popular da China em 1999 sob a fórmula ‘um país, dois sistemas’, que garante que as políticas socialistas em vigor no resto da China não se aplicam em territórios que gozam de “um alto grau de autonomia”, à exceção da Defesa e das Relações Externas, que são da competência exclusiva do governo central chinês.

Ho Iat Seng apontou como principais metas da sua administração diversificar a economia de Macau, melhorar a qualidade de vida da população e integrar “ativamente” a construção da Área da Grande Baía.

Lançado pelo Presidente chinês, Xi Jinping, o projeto da Grande Baía visa construir uma metrópole mundial a partir de Hong Kong e Macau, e nove cidades de Guangdong (Cantão), através da criação de um mercado único e da crescente conectividade entre as vias rodoviárias, ferroviárias e marítimas.

O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, apontou o “progresso notável” em Macau, desde o retorno da soberania à China, com rápido crescimento económico e “melhoria sustentada” da qualidade de vida da população.

Li destacou ainda a harmonia, estabilidade social e contínuo fortalecimento do intercâmbio e cooperação com o continente chinês, numa altura em que a região vizinha de Hong Kong é palco de protestos antigovernamentais.

“Espero e acredito que o Executivo se unirá para liderar Macau e todos os setores da sociedade a aproveitar as oportunidades trazidas pela construção da Grande Baía, visando acelerar o desenvolvimento diversificado de Macau e melhorar continuamente o nível de vida da população”, afirmou.

Lembrando que este ano se celebra o 20.º aniversário desde a transferência de administração de Macau, Li Kegiang disse que o governo central “continuará a implementar com precisão e integralmente” os princípios da fórmula “um país, dois sistemas”, conferindo “alto grau de autonomia” à região.

O ex-presidente da Assembleia Legislativa (AL) de Macau Ho Iat Seng foi eleito, no mês passado, o chefe do Executivo do território e vai tomar posse no dia 20 de dezembro, substituindo Fernando Chui Sai On, há uma década no cargo.

Ho Iat Seng, de 62 anos, único candidato ao cargo de chefe do Executivo após ter recebido o aval de Pequim, foi eleito com 392 votos a favor, sete em branco e um nulo de uma comissão eleitoral composta por 400 membros, representativos dos quatro setores da sociedade.

A Lei Básica de Macau (miniconstituição) define os quatro setores da sociedade como: industrial, comercial e financeiro; cultural, educacional, profissional; do trabalho, serviços sociais, religião; representantes dos deputados à Assembleia Legislativa e dos membros dos órgãos municipais, deputados de Macau à Assembleia Popular Nacional chinesa e representantes dos membros de Macau no Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês.

O futuro chefe do Governo estreou-se como deputado em 2009, ano em que foi eleito para o cargo de vice-presidente da AL. Quatro anos depois, passou a presidir aquele órgão. Até abril deste ano foi um dos 175 membros do Comité Permanente da Assembleia Nacional Popular chinesa, o órgão máximo legislativo da China.

Ex-membro do 13.º Comité Permanente da APN, apresenta ainda no seu currículo os cargos de vice-presidente da Associação Comercial de Macau e presidente vitalício da Associação Industrial de Macau.

Em Zhongnanhai estiveram ainda presentes os conselheiros de Estado chineses Wang Yi, Xiao Jie e Zhao Kezhi.

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