expresso.ptexpresso.pt - 11 set 09:46

Governo liberta 4 milhões de euros para modernizar o 112

Governo liberta 4 milhões de euros para modernizar o 112

Atualização do serviço de emergência será feita pelo mesmo consórcio que há mais de quatro anos montou a solução tecnológica atual, para evitar eventuais disrupções no serviço, indica o Executivo

O Governo aprovou uma realização de despesa de 3,98 milhões de euros, mais IVA, para a atualização tecnológica do 112.pt, verba que será aplicada ao longo dos próximos três anos, segundo uma resolução do Conselho de Ministros de 22 de agosto agora publicada em "Diário da República".

Os contratos de serviços para os centros operacionais Norte e Sul do serviço 112.pt, que há mais de quatro anos tinham sido adjudicados a um consórcio integrando a Fujitsu, Intergrapf e Papti, terminam este ano, o que levou o Executivo a avançar agora com a autorização de nova despesa para a modernização daquele serviço.

"Torna-se necessário proceder à atualização tecnológica dos dois centros operacionais e assegurar os serviços de manutenção preventiva e corretiva para garantir a continuidade das condições de exploração do sistema, bem como proceder à integração tecnológica da solução em funcionamento nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira no atual sistema em produção, ficando Portugal dotado de uma plataforma 112 única a nível nacional", lê-se na resolução publicada esta quarta-feira em "Diário da República".

Esta modernização será adjudicada ao mesmo consórcio que já assegura tecnologicamente o 112, uma vez que, aponta o Governo, é "detentor dos direitos exclusivos de comercialização, manutenção e assistência técnica das componentes de hardware e software da atual solução tecnológica", sendo, portanto, "a única entidade que reúne as competências técnicas e conhecimentos necessários, para proceder à atualização tecnológica e prestar os serviços de manutenção de modo a garantir a total disponibilidade do sistema".

O Governo realça que "importa dar continuidade à solução atual". E justifica-o da seguinte forma: "a criticidade do serviço, designadamente pelo risco de disrupção do serviço e consequente quebra no atendimento ao cidadão em situações de emergência, implicaria a criação, durante a implementação de uma nova solução, de uma infraestrutura provisória, ou seja, um Centro Operacional 112 temporário, para realizar o atendimento 112 num local alternativo enquanto se procederia à desinstalação da solução atualmente existente, o que não se manifesta viável".

Para o corrente ano está prevista uma despesa de cerca de 72 mil euros, ficando a maior parte dos encargos concentrada em 2020, com uma despesa prevista de 2,2 milhões de euros. O remanescente será repartido entre 2021 e 2022.

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