expresso.ptexpresso.pt - 11 set 12:32

Regulador lança leilão para facilitar a vida a pequenos comercializadores de eletricidade

Regulador lança leilão para facilitar a vida a pequenos comercializadores de eletricidade

A 19 de setembro Portugal terá um novo leilão de contratos futuros de energia renovável, que pela primeira vez incluirá contratos de pequeno volume, ajustados às necessidades dos pequenos comercializadores de eletricidade

Os pequenos comercializadores de eletricidade vão ter a oportunidade de adquirir contratos de energia renovável num leilão promovido pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), a realizar no dia 19 de setembro. Uma iniciativa que visa facilitar a vida desses pequenos operadores, que nem sempre têm capacidade financeira para adquirir contratos de maior volume no mercado ibérico de eletricidade (Mibel).

O leilão de 19 de setembro será gerido pelo Omip, o operador do Mibel responsável pela negociação de contratos a prazo, e a novidade desta licitação é que incluirá "contratos mini", isto é, volumes relativamente reduzidos, que poderão ser especialmente atrativos para comercializadores de reduzida dimensão, com apenas alguns milhares de clientes finais em Portugal.

Este leilão colocará três contratos mini (num total de 65,8 gigawatts hora), sendo um para o último trimestre deste ano, outro para o primeiro trimestre de 2020 e um terceiro para todo o ano 2020. Segundo a ERSE, "são uma nova realidade especialmente ajustada aos comercializadores de menor dimensão, permitindo-lhes um aprovisionamento mais ajustado à dimensão das suas carteiras de clientes".

Serão também leiloados 195 contratos de futuros para o quarto trimestre deste ano (com 430,7 gigawatts hora de energia) e outros tantos para o primeiro trimestre de 2020, bem como 120 contratos para todo o ano 2020 (com um volume de energia de 1.054 GWh).

O presidente da Associação de Comercializadores de Energia no Mercado Liberalizado (Acemel), Ricardo Nunes, disse ao Expresso que acolhe "com satisfação" o lançamento destes produtos, que aquela associação "já defende há bastante tempo".

Segundo Ricardo Nunes, os "contratos mini" que serão leiloados "permitem aos comercializadores mais pequenos fazerem a cobertura das suas posições", isto é, adquirir energia suficiente para cobrir a eletricidade que prevêem comercializar ao cliente final de acordo com as suas projeções de evolução da carteira de clientes para os próximos meses.

Por outro lado, a disponibilização destes contratos "acrescenta liquidez ao mercado", sublinha o presidente da Acemel.

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