sol.sapo.ptsol.sapo.pt - 11 set 13:54

Escola de Paredes vai ter uma semana de férias ao fim de oito de aulas

Escola de Paredes vai ter uma semana de férias ao fim de oito de aulas

Alunos vão ser avaliados de dois em dois meses.

Depois de em 2017 o agrupamento de escolas de Cristelo ter feito parte do Projeto Piloto de Inovação Pedagógica, o estabelecimento decidiu, este ano letivo, tornar-se o primeiro a ter uma semana de férias a cada oito semanas de aulas.

A “flexibilidade curricular” testada inicialmente em 225 estabelecimentos de ensino dá liberdade para que cada um deles faça a gestão de 25% da carga horária semanal. Existe assim a possibilidade haver novas disciplinas ou de fundir as já existentes.

A maioria dos agrupamentos com planos de inovação pedagógica aprovados escolheram dividir o ano escolar em dois semestres e, por isso, passam a ter apenas dois momentos de avaliação. Ao Observador, o diretor do agrupamento de escolas de Cristelo, diz que a redução dos três períodos para dois semestres “não resolve problema absolutamente nenhum e pode inclusivamente acrescentar problemas, como estarmos muito tempo para fazer uma avaliação das aprendizagens”.

 Esta quarta-feira o Ministro da Educação vai visitar sete escolas que decidiram apostar na “flexibilidade curricular”. Mário Rocha acrescenta ainda que a escola que dirige e que vai ser visitada esta quarta-feira pelo Ministro da Educação, pretende assim obter um maior feedback por parte dos pais, resultantes de períodos de avaliação mais curtos. A fórmula dos dois semestres é algo que o diretor não vê como vantajoso, ao contrário das 6 outras escolas que Tiago Brandão Rodrigues vai visitar.

No ano letivo de 2016-17 o agrupamento testou os referenciais de integração curricular – que são um género de módulos com que se pretende trabalhar durante essas oito semanas – mas ainda a funcionar com os três períodos letivos. Este ano letivo o agrupamento vê então o seu plano completo. Até aqui os alunos já trabalhavam “em conjunto” certas disciplinas, sem, no entanto, haver uma pausa para serem avaliados. Este ano a avaliação acaba, por isso, por se adaptar aos blocos de disciplinas que são lecionadas em dois meses. Mário Rocha confirma ao Observador que “Português pode trabalhar em articulação com Geografia, Ciências e Artes”.

Com o objetivo de criar mais interatividade durante as aulas, a oitava semana de aulas fica destinada “às áreas de competência do perfil dos alunos”.

1
1