observador.ptBruno Martins - 16 ago 01:46

Portugal poucachinho na Europa. E cá?

Portugal poucachinho na Europa. E cá?

Se estes são os representantes que conseguimos ter, então não é de espantar que os Portugueses tenham cada vez menos interesse na Europa e que a abstenção continue a aumentar nessas eleições.

Em maio de 2019 tivemos eleições para o Parlamento Europeu, o órgão legislativo da União Europeia. Escolhidos os 21 Deputados Portugueses, onde o PS clamou tremenda vitória e o PAN foi a grande surpresa, iniciaram-se os trabalhos preparativos no Parlamento Europeu.

Trabalhos esses que se dividem em duas grandes fases. Numa primeira, existem as Comissões Parlamentares, onde as propostas de legislação que vêm da Comissão Europeia – órgão executivo da União Europeia e politicamente independente – são preparadas, debatidas, alteradas e/ou rejeitadas. A outra fase dos trabalhos consiste nas

Com esta realidade na Europa, o PS e o PAN demonstram-nos o que já sabemos na teoria. A renovação é sempre importante em todas as dimensões da nossa sociedade e a política não é diferente. Ao não haver renovação na política e nos partidos arriscamo-nos a ficar com mais do mesmo e pior que isso, que esse mais do mesmo tenha um desempenho cada vez mais medíocre. Por outro lado, e voltando ao exemplo real, ao darmos possibilidade à renovação e a novos intervenientes, arriscamo-nos a reconquistar lugares e posições que são nossos, não por direito, mas pela capacidade que temos.

6 de outubro não vai ser diferente. Ou os Portugueses arriscam em mais do mesmo, onde a impunidade e incapacidade atingiu patamares nunca vistos (no sentido literal da leitura das palavras usadas), ou escolhe votar na renovação disponível no nosso tecido político. E neste último cenário, arriscam-se os Portugueses a começar a ter políticos efetivamente competentes nos lugares para que foram eleitos.

*Bruno Mourão Martins é Membro da Comissão Executiva do Iniciativa Liberal

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