observador.ptobservador.pt - 13 jul 22:04

Continuam os avistamentos de caravelas-portuguesas. IPMA recomenda que se evite o contacto

Continuam os avistamentos de caravelas-portuguesas. IPMA recomenda que se evite o contacto

Organismos podem provocar graves queimaduras, por isso, o contacto deve ser evitado, alerta o IPMA. Este ano está a ser marcado "por um período mais longo e intenso de arrojamento da espécie".

Têm uma cor azulada, um aspeto gelatinoso, são capazes de provocar graves queimaduras e os tentáculos podem chegar aos 30 metros de comprimento. Os avistamentos de caravelas-portugueses continuam em toda a costa portuguesa, nota o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em comunicado. A entidade recomenda “que se evite o contacto com os organismos”. 

O programa GelAvista, do IPMA, “continua a receber muitos avistamentos de diversas espécies de organismos gelatinosos”, como a Velella velella e a Physalia physalis (mais conhecida por caravela-Portuguesa). A primeira é, em geral, de pequenas dimensões, com um diâmetro que varia entre 1 a 7 cm e possui tentáculos curtos, que na maioria dos casos não representam perigo para os banhistas. A segunda “é a espécie que requer maior cautela por parte dos banhistas nas águas portuguesas”.

Segundo o IPMA, o avistamento de ambas as espécies é “natural” e ocorre anualmente, motivado por condições oceanográficas e ambientais favoráveis à sua reprodução”. Este ano tem sido caracterizado “por um período mais longo e intenso de arrojamento destas espécies, detetadas desde o final de janeiro”.

Ainda assim, a abundância destes organismos é já menor do que no final de maio e início de junho. “Teremos de aguardar a evolução dos fatores oceanográficos locais para perceber como poderá progredir o transporte destas espécies. É previsível que a abundância diminua gradualmente ao longo do tempo“, informa o IPMA.

Desde o início do mês de julho, os avistamentos da caravela-portuguesa deram-se na praia da Areia Branca (Lourinhã), praia da Peralta (Lourinhã), praia de Porto Dinheiro (Lourinhã), praia de S. Lourenço (Mafra), raia do Giribeto (Sintra), praia de Carcavelos, praia da Amoreira (Aljezur), praia de Faro, praia da Gambôa (Peniche), praia do Varadouro (Faial), praia das Milícias (São Miguel), Silveira (Terceira), zona balnear das Cinco Ribeiras (Terceira), Serretinha (Terceira) e Cais da Calheta (Santa Cruz da Graciosa).

O contacto com as duas espécies é desaconselhado, mas caso aconteça deve:

• Lavar a zona afetada com água do mar, sem esfregar.

• Remover os tentáculos que ainda permaneçam na pele com uma pinça.

• Aplicar vinagre e bandas (ou água) quentes.

• Consultar assistência médica.

Os avistamentos de qualquer espécie de organismos gelatinosos poderão ser comunicados ao programa GelAvista através do email plancton@ipma.pt ou da aplicação GelAvista (para sistemas Android).

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