expresso.ptexpresso.pt - 14 jun 17:20

Dia Mundial da Dor: 70% dos portugueses já tiveram de alterar as suas rotinas por causa da dor

Dia Mundial da Dor: 70% dos portugueses já tiveram de alterar as suas rotinas por causa da dor

Um estudo da farmacêutica GlaxoSmithKline, realizado em 24 países, mostra que 97% da população portuguesa passou por pelo menos um episódio de dor em 2018, um valor acima da média mundial

Sete em cada dez portugueses já tiveram de alterar as suas rotinas de vida devido à persistência de dor - seja ela física ou psicológica, segundo os dados do último estudo realizado pela farmacêutica GlaxoSmithKline. Mais de 24 mil pessoas, em 24 países de todo o mundo, responderam ao inquérito, e em Portugal há alguns números a destacar: 97% dos inquiridos garantem ter experimentado pelo menos um episódio de dor em 2018, um valor acima da média mundial - 92%.

No âmbito das “dores” psicológicas, o mesmo estudo revela que 75% dos portugueses sofreram episódios de ansiedade e um em cada dois desses 75% não falou com ninguém sobre esses episódios. Analisando por género, as mulheres manifestam uma pior qualidade de vida quando atingidas por algum tipo de dor (72% contra 61%). Por faixa etária, a população que mais sofre tem idades compreendidas entre 35 e os 44 anos, sendo que três em cada quatro pessoas (75%) asseguram que a sua qualidade de vida diminui quando sentem dor.

Lidar frequentemente com a dor afeta principalmente a vida laboral. Nos 12 meses antes do estudo, os trabalhadores portugueses ausentaram-se do seu posto de trabalho, em média, 7 dias úteis. Para além disso, 23% reconhecem ter ido trabalhar com fraca produtividade, 27% dizem que, quando decidiram ir trabalhar, sofreram de défice de concentração e 37% foram para o emprego sem motivação.

Se não se resolver num curto espaço de tempo, a dor passa a fazer parte da vida das pessoas e, aos poucos, segundo as respostas dos portugueses a este estudo, reduz a sua capacidade de desfrutar da vida: 44% reconhecem que lhes custa estar feliz e 32% admitem que a sua autoestima diminui. Lutar pelos sonhos e manter ambições na vida torna-se uma tarefa árdua para 21% das pessoas que têm de lidar com a dor. Metade das pessoas que responderam diz ter dificuldade em dormir por causa da dor. Cerca de 70% veem comprometidas as suas capacidades para a prática de atividade física.

Sobre o recurso a ajuda clínica, 8 em cada 10 portugueses recorreram a consulta médica devido à dor e mais de metade considera que isso foi útil para o tratamento. A percentagem de pessoas que se dirige à farmácia ou a um farmacêutico (de forma não exclusiva) para obter aconselhamento ou tratamento para a dor, também é elevada (63,5%).

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