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Galp confirma intenção de liderar construção de novo oleoduto para o aeroporto

Galp confirma intenção de liderar construção de novo oleoduto para o aeroporto

Governo está a avaliar a proposta da CLC, sociedade anónima composta pela Petrogal, BP Portugal, Repsol Portuguesa e Rubis Energia Portugal.

O ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, já tinha confirmado que o governo recebeu “uma candidatura” por parte da CLC – Companhia Logística de Combustíveis, S.A, controlada pela Galp, para a construção de um oleoduto para abastecer o aeroporto de Lisboa, que implicará o investimento de 40 milhões de euros.

A CLC é a empresa responsável pela exploração do oleoduto entre Sines e Aveiras de Cima e também pela armazenagem e expedição de combustíveis na instalação de Aveiras de Cima.

A candidatura estava até agora a ser avaliada “juridicamente” pelo governo, mas entretanto Matos Fernandes esclareceu que já tem o “parecer jurídico feito pelas entidades públicas do Governo que confirma que esta é uma atividade de transporte de combustível”, podendo assim ser feita pela CLC (Companhia Logística de Combustíveis).

Fonte oficial da Galp, que integra Companhia Logística de Combustíveis, uma sociedade anónima composta pela Petrogal (detida pela Galp, 65%), BP Portugal (15%), Repsol Portuguesa (15%) e Rubis Energia Portugal (5%), confirmou esta sexta-feira ao Dinheiro Vivo que a CLC “já manifestou formalmente ao Governo a sua intenção em construir um oleoduto de transporte para ligação ao aeroporto de Lisboa”, sem acrescentar mais informações”.

Já fonte da BP, que detém 15% do capital, respondeu ao Dinheiro Vivo que “todas as questões sobre o oleoduto devem ser remetidas para a CLC”. Repsol e Rubis, que também integram o consórcio liderado pela Galp, também optaram por não responder às questões enviadas.

Na visão de Matos Fernandes, a construção deste oleoduto é “uma absoluta necessidade” e deverá estar concluído até ao final do primeiro semestre de 2021. “Esse investimento será sempre feito por entidades privadas. Temos neste momento uma candidatura para o poder fazer, utilizando aquele que é o melhor dos canais que é a conduta do Alviela, uma conduta com 150 anos que abastece Lisboa e que está em curso ser desativada, porque já existem outras alternativas”, afirmou o governante, no final da audição na comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas.

“Se for encarada como uma atividade de transporte, encaramos a possibilidade de negociar diretamente com esse interessado, se for entendida juridicamente como atividade de distribuição, vamos muito rapidamente fazer um concurso público onde vamos dizer onde queremos que passe esse oleoduto, que é uma absoluta necessidade”, acrescentou o governante.

Segundo o responsável, em causa está um canal com uma distância de cerca de 50 quilómetros entre Aveiras, onde fica o parque de armazenamento de combustíveis, e o aeroporto de Lisboa.

Entretanto, precisou, também têm que decorrer negociações com a ANA – Aeroportos de Portugal, “não só porque este oleoduto tem que entrar no aeroporto, como vai ser necessário reforçar a capacidade de tancagem que hoje existe no próprio aeroporto”.

Matos Fernandes reconheceu que, apesar de alternativas ao abastecimento do principal aeroporto do país ser “um assunto antigo”, “naturalmente foi acelerado a partir daquilo que aconteceu e que mostrou a fragilidade que o aeroporto de Lisboa tem”, aludindo à greve dos motoristas de matérias perigosas.

A greve nacional dos motoristas de matérias perigosas em abril revelou as fragilidades do sistema de abastecimento em Lisboa, tendo ameaçado a operação da infraestrutura devido à falta de combustíveis.

Com Lusa

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