expresso.ptexpresso.pt - 14 jun 13:49

Japão ultrapassa China no tráfego no Canal do Panamá devido a guerra comercial com EUA

Japão ultrapassa China no tráfego no Canal do Panamá devido a guerra comercial com EUA

O declínio do tráfego chinês no Canal do Panamá é justificado pelo aumento do gás liquefeito de petróleo e gás natural entregue pelos EUA ao Japão e pela redução substancial das vendas de produtos norte-americanos para a China

A guerra comercial entre Washington e Pequim tem causado o declínio do tráfego marítimo chinês no Canal do Panamá, com o Japão a ultrapassar a China, disse esta sexta-feira o administrador do canal, Jorge Quijano.

Os Estados Unidos continuam a ser o principal cliente do Canal do Panamá (174,9 milhões de toneladas durante o ano fiscal de 1 de outubro de 2017 a 30 de setembro de 2018) e com 63% do tráfego global transoceânico, disse à agência AFP o gestor.

De acordo com Jorge Quijano, o Japão "já ultrapassou" a China, país que até aqui ocupava o segundo lugar no ranking dos que mais utilizam o Canal do Panamá.

O declínio do tráfego chinês no Canal do Panamá é explicado quer pelo "aumento do gás liquefeito de petróleo e gás natural entregue pelos Estados Unidos ao Japão", quer pela redução substancial das vendas de produtos dos Estados Unidos para a China, esclareceu ainda aquele responsável.

Cerca de 5% do tráfego marítimo mundial passa pelo Canal do Panamá, cujos cinco principais clientes eram no ano fiscal 2017-2018 os Estados Unidos, a China (41,5 milhões de toneladas) Chile e México (30,4 milhões de toneladas cada um) e o Japão (30 milhões de toneladas).

O Canal do Panamá com 80 quilómetros de cumprimento foi alargado em 2016 para permitir a passagem de navios que pudessem transportar até 15.000 contentores, o triplo da capacidade anterior.

A passagem de navios-tanque com Gás Natural Liquefeito (GNL) que navegam entre a Ásia e os Estados Unidos passou a ser, desde então, uma das principais cargas do Canal do Panamá.

O Canal do Panamá deverá atingir este ano receitas de mais de 3,2 mil milhões de dólares (cerca de 2,8 mil milhões de euros), dos quais 1,7 mil milhões de dólares (1,5 mil milhões de euros) serão arrecadados pelo Estado panamiano.

Mais de um milhão de navios cruzaram o Canal do Panamá desde que foi inaugurado em 1914.

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