expresso.ptexpresso.pt - 14 jun 13:42

Centro financeiro de Hong Kong regressa à normalidade em vésperas de mais protestos

Centro financeiro de Hong Kong regressa à normalidade em vésperas de mais protestos

Os bancos reabriram esta manhã os seus balcões em Hong Kong, à semelhança de outras empresas sediadas no centro da antiga colónia britânica. A segurança foi entretanto reforçada no local, quando se espera que milhares de pessoas regressem este domingo às ruas para mais protestos

O centro financeiro de Hong Kong regressou esta sexta-feira à normalidade, após os protestos que levaram dezenas de milhares de pessoas para as ruas contra uma proposta de lei que permite extradições de fugitivos para a China.

Segundo a Reuters, os bancos reabriram esta manhã as suas sucursais em Hong Kong, à semelhança de outras empresas sediadas no centro da antiga colónia britânica. A segurança foi entretanto reforçada no local, uma vez que se mantêm alguns manifestantes junto à Assembleia Legislativa e este domingo espera-se que milhares de pessoas regressem às ruas para mais protestos.

Os opositores consideram que se a lei for aprovada constituirá um retrocesso, podendo os condenados em fuga de Hong Kong serem vítimas de perseguição política e de violação de Direitos Humanos e mesmo ameaças à segurança pessoal se forem detidos na China.

Mas a chefe do executivo de Hong Kong, Carrie Lam, alega que esta alteração legislativa se justifica para “colmatar algumas lacunas legais”, negando que constitua uma concessão para a China.

O Presidente norte-americano também já se manifestou em relação aos protestos em Hong Kong, que classificou de “impressionantes”, sublinhando ainda esperar que Pequim esteja disposto a resolver rapidamente o problema.

O Governo chinês recusa, contudo, que esta medida vise ameaçar as liberdades individuais dos cidadãos de Hong Kong, acusando, por sua vez, a comunidade internacional de manchar a imagem do país.

Pelo menos 80 pessoas ficaram feridas e 11 foram detidas nos protestos de domingo que levaram um milhão de manifestantes para as ruas de Hong Kong, segundo o “South China Morning Post”. Vários críticos têm acusado as autoridades de Hong Kong de usarem “força excessiva” para travar os manifestantes com gás lacrimogéneo e balas de borracha.

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