expresso.ptexpresso.pt - 14 jun 20:35

“Os anos da troika foram anos fantásticos”

“Os anos da troika foram anos fantásticos”

As mudanças produzidas na economia portuguesa nos últimos anos e o que ainda falta fazer para dar o próximo passo estiveram em destaque no III Encontro Fora da Caixa

A crise social foi enorme e as convulsões que a sociedade viveu ainda se sentem. Mas Daniel Bessa não tem dúvidas que, mesmo assim, “os anos da troika foram anos fantásticos.” Porquê? Porque “a economia portuguesa nesses anos salvou-se ao virar-se para o mercado externo”, defendeu o economista.

No auditório da Fundação Cupertino de Miranda, o ex-ministro da economia utilizou o palco do “III Encontro Fora da Caixa Economia – Mercado x (Conhecimento & Cultura)”, organizado pela CGD com o apoio do Expresso, para tecer o retrato de uma economia portuguesa em que “continuamos demasiado satisfeitos com um crescimento poucochinho, medíocre.”

As exportações “são o caminho certo, o único caminho”, realçou o professor da Kellogg School of Management, Sérgio Rebelo, mesmo que nos torne “mais vulneráveis às flutuações dos mercados”, lembrou. Dependência que só pode ser diminuída se trabalharmos para a “redução da dívida.”

Com maior ou menor vigor, é certo que a economia portuguesa tem crescido e o sector do retalho tem beneficiado disso, na opinião de Cláudia Azevedo. A CEO da Sonae vê “o futuro com muito otimismo” e acredita que para dar o próximo passo e aumentar a competitividade é preciso apostar na digitalização, campo onde “Portugal tem algum atraso.”

É preciso ter a “capacidade de se reinventar”, como o centenário Grupo Ramirez, atirou o administrador Manuel Ramirez enquanto o administrador do Grupo Lionesa/Lello colocou a tónica na “exportação da cultura portuguesa.” Ou, como apontou o CEO da CGD, Paulo Macedo, "o conhecimento e a cultura nas suas diferentes vertentes" são essenciais.

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