sol.sapo.ptsol.sapo.pt - 14 jun 15:20

Mãe de cinco crianças que foram assassinadas pelo pai pede clemência

Mãe de cinco crianças que foram assassinadas pelo pai pede clemência

"Ele não demonstrou a menor compaixão mas os meus filhos amavam-no" confessou Kyzer em tribunal.

Tim Jones, de 37 anos, matou os cinco filhos em agosto de 2014. Merah, de 8 anos, Elias de 7, Nahtahn de 6, Gabriel de 2 e Abigail Elaine de 1 perderam a vida na casa da família em Red Bank, no condado de Lexington, na Carolina do Sul.

De acordo com o Greenville News, Jones obrigou Nahtahn a realizar exercícios físicos rigorosos como castigo. Quando percebeu que o menino tinha morrido “por acidente”, julgou que a única hipótese seria “matar as outras crianças”, sendo que sufocou cada uma delas enquanto dormiam. Sublinhe-se que a escolha do método de homicídio foi premeditada, pois Gabriel e Abigail foram sufocados com um cinto porque “as mãos do pai eram demasiado grandes para segurar os seus pescoços”.

As autópsias realizadas aos cadáveres dos menores confirmam que morreram por asfixia, no entanto, a autópsia de Nahtahn foi inconclusiva. O procurador Rick Hubbard avançou que o homem estava “especialmente zangado” com o menino de seis anos porque, após a separação dos pais, este pedia para ir viver com a progenitora. Nessa noite, a criança também estragou tomadas elétricas da casa, outro dos motivos que contribuíram para a revolta de Jones.

Os advogados de defesa do homicida explicaram que “é culpado por razões de insanidade”, contudo, o júri rejeitou esta tese e, na última quinta-feira, demorou apenas uma hora e 50 minutos a proclamar a sentença: morrerá na cadeira elétrica. Porém, é provável que passem anos até que a pena seja levada a cabo porque, no corredor da morte do estado, na cidade de Columbia, existem outros 37 homicidas – eles estão acusados de dois homicídios, enquanto o engenheiro de software colocou um fim à vida dos cinco filhos.

Ficou provado que Jones tentava manipular as crianças com frases bíblicas afirmando, por exemplo, que só podiam amá-lo, que não seriam partilhados com ninguém e que sentiriam a sua raiva caso não lhe demonstrassem “total devoção”. Mas, do lado da defesa, foi adiantado que o homem “é o produto do crescimento numa família disfuncional” e que “estava geneticamente predisposto a sofrer de distúrbios psicológicos graves”.

Amber Kyzer, ex-mulher do homicida e mãe das vítimas mortais, surpreendeu disse que “mesmo para quem cometeu um crime tão horrível, a vida na prisão seria um melhor castigo que a morte”, pedindo que o antigo companheiro “seja poupado à cadeira elétrica”. Sublinhe-se que o casal conheceu-se em 2004, quando trabalhava num parque infantil de Chicago, mas Kyzer decidiu terminar o relacionamento porque o marido passou a defender que “as mulheres deviam ser vistas e não ouvidas”.

Recorde-se que Jones envolveu os cadáveres das crianças em plástico e conduziu com os mesmos dentro do carro, durante nove dias, até abandoná-los numa área rural do Alabama.

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