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120 anos de memórias de Espinho compiladas por espinhenses, para espinhenses

120 anos de memórias de Espinho compiladas por espinhenses, para espinhenses

Primeiro de 14 volumes da série “Cadernos d’Espinho” é apresentado este sábado, dia 15, no Salão Nobre da Piscina Solário Atlântico, em Espinho.

A colecção “Cadernos d’Espinho”, uma série de 14 livros que celebram “a memória e a história” de Espinho, ao longo de 120 anos, é apresentada neste sábado, às 16h00, no Salão Nobre da Piscina Solário Atlântico. A colecção vai ser editada ao longo de quase dois anos, com um volume a cada dois meses, e conta com “centenas de imagens, recordações e factos históricos” sobre a cidade.

O primeiro volume vai ser apresentado na véspera do feriado municipal de dia 16 de Junho que celebra a elevação de Espinho a cidade, em 1973. Depois, às 17h30, vai ser inaugurada uma exposição sobre as origens dos banhos de mar nos muros exteriores da Piscina Solário Atlântico, um espaço que tem espaço num dos capítulos do primeiro volume dos “Cadernos d’Espinho”. A história dos casinos, o cinema e o teatro em Espinho serão alguns dos temas abordados ao longo dos 14 volumes da colecção.

O projecto foi desenvolvido apenas por pessoas da casa: o historiador Armando Bouçon, director do Museu Municipal de Espinho, e os jornalistas Mário Augusto e Luís Costa, que são espinhenses, tal como o designer, Pedro Pinheiro.

PÚBLICO - Foto Capa do primeiro volume dos "Cadernos d'Espinho"

Ao PÚBLICO, Mário Augusto afirma que a ideia foi procurar contar a história da terra através de um conceito “diferenciador”, com um estilo que fosse “amigo” do leitor. Os livros têm como base o trabalho de investigação de Armando Bouçon, “o biógrafo da cidade”. Vão contar com fotografias de espólios particulares e da autarquia, que além do conteúdo fotográfico também disponibilizou o trabalho que Armando Bouçon foi desenvolvendo desde 2000, enquanto director do Gabinete de História da Câmara Municipal de Espinho.

Sendo um projecto feito de forma independente, cada volume dos “Cadernos d’História” conta com o apoio de empresas locais. Se a resposta à colecção for positiva, Mário Augusto revela que será criado um site para disponibilizar as fotografias dos livros, bem como textos que não chegaram aos cadernos e até testemunhos de espinhenses. Um repositório da história da cidade, que celebra em 2019 os 120 anos da elevação a concelho.

Texto editado por Ana Fernandes

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