observador.ptobservador.pt - 12 jun 18:26

Bentley estreia o que a Renault oferece há anos

Bentley estreia o que a Renault oferece há anos

Combinando luxo com a alma de um desportivo e prestações a condizer, o Flying Spur apresenta-se na sua terceira geração. Junta à “mais avançada tecnologia” o mais nobre engenho dos artesãos de Crewe.

A Bentley acaba de apresentar a terceira geração do seu Grand Turismo (GT) de elevadas prestações, o Flying Spur. Provando que o bom pode ser ainda melhor, o “mano”  de quatro portas do Continental GT surge mais opulento e requintado, mas aposta sobretudo em aliar à mais avançada tecnologia o toque que só as mãos de artesão conseguem dar.

Descrito pela Bentley como “sedan desportivo de luxo mais avançado do mundo”, o novo Flying Spur mantém-se fiel à linguagem estilística da marca, incorporando à frente os exclusivos faróis de LED matriciais com efeito de cristal, recorrendo para tal a reflectores cromados. Na secção traseira sobressaem igualmente novos grupos ópticos, enquanto que, vista de perfil, a berlina britânica exibe jantes de 21 polegadas (22 com novo desenho como opcional Mulliner).

Exibindo uma nova interpretação do “B” alado que corporiza o emblema do fabricante de Crewe, o novo Flying Spur pretende marcar “o início de uma nova era”. Uma nova era em que a Bentley quer sobressair não apenas pelo luxo e pela qualidade, mas sobretudo pela tecnologia que oferece aos seus selectos clientes. Daí que, nesta terceira geração, o sedan inglês monte um novo chassi em alumínio e materiais compósitos, além de recorrer ao apoio de um sistema eléctrico a 48V. Este expediente, inaugurado no Grupo Volkswagen através do Audi A8, é responsável por mover as barras estabilizadoras activas, tecnologia igualmente estreada no topo de gama alemão e que o Bentley Bentayga também pode adoptar. Novidade absoluta é a introdução, pela primeira vez num Bentley, de um sistema de quatro rodas direccionais, apoiado por essa mesma unidade eléctrica a 48V.

Além de proporcionar uma maior estabilidade em estrada, o controlo electrónico das quatro rodas facilita as manobras a baixa velocidade, pelo que é particularmente útil na cidade. As rodas traseiras giram nestas condições numa direcção contrária às da frente, reduzindo o grandemente o ângulo de viragem, o que permite estacionar de forma mais fácil e rápida, por exemplo. Outro dos benefícios desta tecnologia é que, quando a rodar a um ritmo mais vivo, as rodas posteriores viram no mesmo sentido das anteriores, o que confere maior segurança e estabilidade nas ultrapassagens e mudanças de faixa do Flying Spur.

A primeira marca a tentar capitalizar as vantagens para o comportamento de um sistema (mecânico) de quatro rodas direccionais foi a Honda, com o Prelude 4WS de 1987. Contudo, foi preciso esperar mais de 20 anos para que a Renault trocasse o esquema mecânico pelo controlo electrónico das quatro rodas, solução que estreou no Laguna de 2008 e que se “democratizou” a partir de 2015, na quarta geração do Mégane, com todas as versões GT a usufruírem de série do chamado 4Control.

Provados os benefícios das quatro rodas direccionais por uma marca generalista, rapidamente os construtores premium trataram de oferecer tecnologias com o mesmo princípio, embora mais sofisticadas. É o caso dos fabricantes com maior pendor desportivo, como a Ferrari com o 812 Superfast ou o GTC 4 Lusso. No Grupo Volkswagen, a Audi soma já uma série de modelos com quatro rodas direccionais (A8, A7, A6 e Q7) e a Lamborghini também importou o sistema para o Aventador S e o SUV Urus. Curiosamente, a Rolls-Royce ainda não integra esta solução, apesar de o grupo a que pertence já a disponibilizar nos BMW Série 5 e Série 7. O que significa que a Bentley consegue assim antecipar-se à rival e compatriota Rolls-Royce.

Às 17 cores da carroçaria juntam-se outras 15 para o interior. E o catálogo da Mulliner, para a máxima personalização

O novo Flying Spur continua a contar, sob o capot, com o já conhecido W12 de 6 litros com duplo turbocompressor que, segundo a Bentley foi alvo de melhorias. Montado à mão em Crewe, o 12 cilindros mais sofisticado do mundo debita agora 635 cv e 900 Nm, que lhe permitem passar pela barreira dos 100 km/h ao fim de 3,8 segundos, estando a velocidade máxima fixada nos 333 km/h. Face ao W12S, as melhorias são evidentes – 625 cv e 820 Nm; 0-100 km/h em 4,5 segundos; 325 km/h de velocidade máxima. A transmissão continua a ser a automática de dupla embraiagem e oito velocidades fornecida pela ZF, que já equipa o Continental GT.

Mantendo a mesma altura e largura, o novo Flying Spur cresce 3 cm no comprimento. Mas onde é mais evidente o ganho face à geração que substitui é na distância entre eixos, que aumenta 13 cm! Ou seja, a amplitude e a sumptuosidade a bordo crescem a olhos vistos.

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