expresso.ptexpresso.pt - 12 jun 16:08

Adeus Facebook. Olá WhatsApp, Instagram e Youtube

Adeus Facebook. Olá WhatsApp, Instagram e Youtube

Apesar de ainda ser a rede social mais importante para as notícias, “alguns utilizadores estão a abandonar completamente o Facebook”, conclui o Digital News Report, estudo do Reuters Institute for the Study of Journalism da Universidade de Oxford. Pessoas estão a passar mais tempo no WhatsApp, Instagram e Youtube do que no ano passado

Enquanto as redes sociais, nomeadamente o Facebook, são dominantes em muitos países ocidentais, a aplicação de mensagens WhatsApp tornou-se na principal rede de discussão e de partilha de notícias no Brasil (53%), Malásia (50%) e África do Sul (49%). Esta é uma das conclusões do oitavo relatório anual Digital News Report, estudo do Reuters Institute for the Study of Journalism da Universidade de Oxford, elaborado com base num inquérito online do YouGov aplicado a 75 mil pessoas em 38 mercados.

"Nestes países, as pessoas são mais propensas que no Ocidente a integrar grupos no WhatsApp com pessoas que não conhecem - uma tendência que reflete como as aplicações de mensagens podem ser usadas facilmente para partilhar informação com escala, potencialmente encorajando" a disseminação de fake news, refere. Entretanto, "grupos públicos e privados no Facebook de discussão de notícias e de política são também muito populares na Turquia (29%) e Brasil (22%), mas em muito menor escala em países como Canadá (7%) ou Austrália (7%)".

O relatório revela ainda como os utilizadores online estão a passar mais tempo com o WhatsApp, Instagram e Youtube do que no ano passado.
"Alguns utilizadores estão a abandonar completamente o Facebook, embora este ainda se mantenha, de longe, a mais importante rede social para as notícias", aponta o relatório.

Quanto ao negócio do jornalismo, "apesar dos esforços da indústria de notícias, encontramos ainda um pequeno aumento" do número de pessoas que pagam por qualquer notícia online, seja por subscrição ou doação. "O crescimento é limitado numa mão cheia de países, nomeadamente na região nórdica (Noruega 34%, Suécia 27%), enquanto o número de subscritores nos Estados Unidos (16%) mantém-se estável após uma grande subida em 2017".

Mesmo em países com "elevados níveis de pagamento, a vasta maioria apenas tem uma subscrição online", refere. Um desenvolvimento encorajador é que os pagamentos são agora mais 'contínuos', em vez de únicos.

"Em alguns países a fatiga da subscrição também pode estar a instalar-se, com a maioria das pessoas a preferirem gastar o seu orçamento limitado no entretenimento (Netflix/Spotify) em vez de em notícias. Com muitos a olhar para as notícias como uma tarefa/obrigação, o relatório sugere que os editores podem lutar para aumentar substancialmente o mercado das subscrições a preços mais elevados para apenas um título", salienta.

1
1