rr.sapo.ptOpinião de Ribeiro Cristovão - 11 jun 06:30

Salvé campeões

Salvé campeões

Foi mais um dia memorável para o futebol português, repetindo-se o sucesso de 2016, ambos construídos a partir do excelente trabalho do selecionador Fernando Santos.

O favoritismo natural da seleção portuguesa na “final four”, do qual Fernando Santos fugiu sempre como o diabo da cruz acabou, no entanto, por confirmar-se, num jogo em que fomos melhores em todos os aspetos do jogo em que tivemos como adversário a Holanda.

A outrora poderosa “laranja mecânica”, de menor relevo na atualidade, voltou a estar numa grande final internacional mas, mais uma vez não conseguiu vencer. Ganhou Portugal pelo que devemos, antes de mais, saudar os campeões, todos os campeões.

É e será imorredoira a sua ligação à conquista da primeira edição da Liga das Nações, uma competição nascida a partir de uma ideia portuguesa que a UEFA entronizou e vai prosseguir, enriquecida por alterações no seu conteúdo que os responsáveis entendam introduzir.

Foi mais um dia memorável para o futebol português, repetindo-se o sucesso de 2016, ambos construídos a partir do excelente trabalho do selecionador Fernando Santos que, em boa hora a catual direção federativa desafiou para um projeto ambicioso mas sustentado, e que um excelente lote de jogadores materializou em vitórias para gáudio de uma nação inteira.

Depois de uma atuação menos conseguida frente à Suíça, a alteração no onze e na estratégia proporcionou, frente à Holanda, uma exibição quase perfeita, festejada por um público insuperável e por uma nação inteira em delírio.

Para além do êxito alcançado, ficou também a certeza de que o futuro do futebol português está garantido. Nomes não faltam e qualidade também não. E, claro, vamos continuar a poder contar com esse fenómeno da bola, Cristiano Ronaldo, sempre sequioso de conquistas e que não dá mostras de querer dizer o adeus definitivo aos adeptos.

O próximo desafio é o Campeonato da Europa de 2020. Com Fernando Santos e a grande qualidade dos nossos jogadores, voltamos a partir como candidatos.

Mas, no final, talvez possamos voltar a ser favoritos.

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