www.publico.ptpublico.pt - 17 mai 19:43

Confusão com lesados do BES e segurança reforçada na ida de Costa à campanha socialista

Confusão com lesados do BES e segurança reforçada na ida de Costa à campanha socialista

“Tem de perguntar à PSP”, responde o primeiro-ministro sobre maior presença de seguranças. Alguns manifestantes acabaram por ser retirados pela PSP, apesar de um deles ter conseguido furar o cordão de segurança. Não houve detidos.

Estava tudo preparado para ser uma arruada em grande, com boa mobilização partidária de Coimbra e uma rua cheia de gente para fazer passar a mensagem com o primeiro-ministro ao lado. Mas a presença de António Costa não trouxe apenas o lado positivo à campanha de Pedro Marques: houve confusão com um grupo de lesados do BES; um professor a deixar o recado de voto negativo e queixas por atrasos na redução do preço dos passes sociais.

A confusão começou ainda antes de o primeiro-ministro chegar. Uma senhora de um pequeno grupo de lesados do BES, alguns de camisola do PS vestida, começou a gritar que tinha sido ameaçada por um membro da comitiva: “Ele disse-me que me partia o focinho. Sou lesada do BES. Sou PS como ele. Tenho o direito de estar aqui. Alguém andou a espalhar eu estávamos aqui”, gritou sem parar falando com um polícia à paisana.

Esta manifestante acabou por ser afastada pelos polícias presentes, assim como outros manifestantes mais activos. Um deles conseguiu furar o cordão de segurança apertado e chegar à fala com o primeiro-ministro. De acordo com fonte da PSP, não houve detidos apesar do aparato.

O ambiente estava tenso e começou a notar-se um reforço de segurança em torno de António Costa. Ao todo, contados pelo PÚBLICO, estavam pelo menos sete agentes do corpo de protecção do primeiro-ministro, vários polícias fardados e ainda alguns à paisana. Porquê este reforço de segurança? “Tem de perguntar à PSP”, respondeu o primeiro-ministro ao PÚBLICO.

Apesar do reforço, um dos manifestantes chegou à fala com Costa, que lhe referiu que a solução que encontrou para o BES serviu a 99% dos lesados, que já aceitaram. Foi isso que acabou a responder aos jornalistas, quando questionado sobre o assunto: “Nós tivemos um processo de diálogo entre as associações de lesados do BES, com CMVM e Banco de Portugal e foi encontrada uma solução para 99% dos lesados.”

Este grupo, que aparece em vários locais por onde passa o primeiro-ministro, faz parte do 1% que não aceitou. “Se 99% aceita uma solução que procura mitigar o prejuízo sofrido e houve 1% que decidiu não aceitar, eu respeito. Há outras vias que estão abertas, agora quando 99% que já aceitaram eu diria que é uma maioria relativamente expressiva, é o mínimo que podemos dizer”, respondeu.

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