expresso.ptexpresso.pt - 17 mai 19:54

Inspeção de saúde analisa assédio moral de médica em hospital de Coimbra

Inspeção de saúde analisa assédio moral de médica em hospital de Coimbra

Sindicato dos Médicos da Zona Centro criticou nesta sexta-feira a administração do CHUC por não ter resolvido vários casos de assédio moral denunciados há mais de um ano

O processo por assédio moral de uma médica do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) está a ser analisado pela Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS), informou nesta sexta-feira a instituição. Neste caso, a matéria disciplinar é tratada "no âmbito da IGAS porque a participante dirigiu a sua queixa diretamente" a este organismo, esclareceu o conselho de administração do CHUC em comunicado.

"O processo relativo à médica do Serviço de Imuno-hemoterapia está concluído, tendo o relatório final do Gabinete de Prevenção de Assédio Moral e Sexual do CHUC sido enviado para a IGAS", adianta o Gabinete de Comunicação, Informação e Relações Públicas do estabelecimento público de saúde.

Quanto a uma segunda médica, que trabalha no Serviço de Neurocirurgia, "o relatório final (...) será concluído no início da próxima semana". No entanto, "sob o ponto de vista jurídico, o Gabinete Jurídico e de Contencioso do CHUC, na sua análise, não encontrou matéria com enquadramento legal para a abertura de processo disciplinar".

O Sindicato dos Médicos da Zona Centro (SMZC) criticou nesta sexta-feira a administração do CHUC, a que preside o professor de Medicina Fernando Regateiro, por não ter resolvido vários casos de assédio moral denunciados há mais de um ano. "Dois dos casos, relativos a uma médica de Imuno-hemoterapia e uma de Neurocirurgia, ainda não têm qualquer solução à vista", segundo o SMZC, com sede em Coimbra.

Em resposta, o conselho de administração do CHUC afirma que "segue os casos em proximidade" e que está a ser elaborada "a primeira versão" de um "código de boa conduta para a prevenção e combate do assédio no trabalho".

Recorda também que "o CHUC tem em funcionamento, desde 1 de junho de 2013, um centro pioneiro -- o Centro de Prevenção e Tratamento do Trauma Psicogénico -- e o Gabinete de Prevenção de Assédio Moral e Sexual", para dar resposta "a situações muitas vezes não valorizadas, mas que podem ter consequências muito relevantes para as respetivas vítimas, e que respondem a todas as solicitações, tanto internas como externas".

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