expresso.ptexpresso.pt - 17 mai 23:34

Médico francês acusado de envenenar pacientes sai em liberdade condicional

Médico francês acusado de envenenar pacientes sai em liberdade condicional

Anestesista francês nega todas as acusações. Casos terão ocorrido em duas clínicas da cidade de Besançon, entre 2008 e 2016

Um médico francês, que é suspeito de ter envenenado dezenas de doentes com o objetivo de tentar salvá-los depois, foi colocado esta sexta-feira em liberdade condicional na sequência de um recurso apresentado pela defesa.

Frédéric Péchier, um anestesista de 47 anos,com larga experiência na área, terá injetado a pelo menos 50 pacientes doses elevadas de potássio e outras substâncias anestésicas que provocaram alguns ataques cardíacos e mesmo mortes. O médico continua a negar todas as acusações.

Investigado desde 2017 devido à suspeita de sete mortes por envenenamento, um tribunal da cidade de Besançon voltou a ouvir esta sexta-feira o anestesista no âmbito de outros 17 casos de mortes por envenenamento.

As situações terão ocorrido em duas clínicas da cidade de Besançon, entre 2008 e 2016, numa altura em que o anestesista tinha alguns conflitos com colegas. As vítimas terão idades compreendidas entre os quatro e os 80 anos.

O procurador francês Etienne Manteaux afirmou que é preciso provar os “atos criminosos” do arguido, sublinhando que todas as vítimas foram tratadas pelo médico que terá feito “diagnósticos rápidos”.

As autoridades francesas da Saúde disseram, por sua vez, esperar que o anestesista possa ser responsabilizado pelos casos “dadas as graves consequências causadas aos pacientes”, que já tinham sido diagnosticados com patologias.

Uma das vítimas é uma criança com quatro anos, que sofreu duas paragens cardíacas durante uma operação às amígdalas. “Um minuto depois da primeira paragem cardíaca da criança, o Dr. Péchier – que não era o seu anestesista –, aproximou-se para avançar com a reanimação cardíaca, assumindo-se como um herói”, declarou o advogado da família citado pelo jornal “Le Monde”.

Frédéric Berna, um advogado que representa outras famílias das vítimas, fala numa “estranha coincidência”. “Se se provarem mais casos, não restarão mais dúvidas”, concluiu.

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