expresso.ptexpresso.pt - 17 mai 14:22

STCP. Taxa de absentismo supera os 9%

STCP. Taxa de absentismo supera os 9%

A operadora rodoviária do Porto fechou 2018 com um resultado de exploração positivo e reduziu as perdas. Mas, o capital próprio permanece muito negativo.

Em 2018, a taxa de absentismo dos motoristas da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) superou os 9%.

No relatório anual publicado esta quinta-feira, a administração da empresa destaca o agravamento do absentismo dos motoristas que passou de 8% (2017) para 9,3%. A evolução teve implicações no "cumprimento do serviço". A subida da taxa de absentismo dos 898 motoristas ficou a dever-se "ao aumento das baixas por doença e também devido às greves".

A administração nota que a contratação de 28 novos motoristas só se verificou, na grande maioria, no último trimestre "pelo que a melhoria no serviço público só será sentida durante o ano de 2019".

O cumprimento do serviço "está também dependente de outros fatores, nomeadamente a taxa de imobilização, embates e desvios", refere o relatório.

Redução acentuada do prejuízo

Em 2018, os principais indicadores financeiros da STCP registaram uma evolução favorável. A operadora fechou o exercício com um resultado operacional positivo de 5,1, milhões de euros, uma subida de 148% face ao ano anterior.

O resultado líquido permaneceu no vermelho, mas o prejuízo de 1,8 milhões traduz uma redução acentuada face aos 14,8 milhões de 2017.

A receita atingiu os 47,8 milhões e euros (mais 5%) e o investimento na renovação da frota foi de 14 milhões.

Na frente operacional, a STCP transportou 73,4 milhões de passageiros (mais 1,4%) e sua frota percorreu sensivelmente o mesmo número de quilómetros do ano anterior. A taxa de ocupação e da velocidade média registaram uma pequena melhoria.

Dívida de 324 milhões

Em 2018, a STCP beneficiou de dois aumentos de capital do Estado (74,8 milhões) e três empréstimos no valor global de 47,9 milhões.

Dois dos empréstimos destinaram-se a acertar contas e pagar juros ao Santander por conta dos contratos SWAP que se encontravam suspensos desde 2013.

No final de 2018, o endividamento remunerado da sociedade somava 324,6 milhões de euros,uma redução de 6,3 milhões (1,9%) face a 2017.. Após as injeções do Estado em 2018, o capital social está nos 288 milhões de euros.

O capital próprio registou uma melhoria de 72 milhões (17%), mas permanece muito negativo: 339,7 milhões de euros.

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