expresso.ptexpresso.pt - 17 mai 20:17

Costa confiante em mitigar corte de 7% nos fundos comunitários

Costa confiante em mitigar corte de 7% nos fundos comunitários

Primeiro-ministro não dá por fechadas as negociações do futuro quadro comunitário e acredita ser possível encontrar uma solução mais vantajosa. Em dia de arruada atribulada em Coimbra, Pedro Marques acusou Paulo Rangel de estar sempre a “inventar coisas”

António Costa vai “bater-se até ao último dia" para evitar o corte de 7% do montante global de fundos europeus que será entregue a Portugal no próximo quadro comunitário. “Enquanto tudo não estiver acordado, nada estará acordado nas negociações com Bruxelas”, garantiu o primeiro-ministro em Coimbra, ao lado de Pedro Marques, cabeça de lista do PS às europeias.

Sem nunca se comprometer com o veto à proposta da Comissão Europeia - uma posição já defendida por todos os outros partidos -, António Costa assegurou que o Governo vai lutar sempre pelos interesses de Portugal. "[Se assumisse já o veto] estaria a entregar o jogo à parte contrária. Nesta negociação temos de nos bater pelos nossos interesses. É isso que iremos fazer", insistiu o líder socialista.

A propósito, o primeiro-ministro garantiu que o Governo já conseguiu mitigar os efeitos dos cortes na primeira fase de negociação e deu exemplo dos apoios referentes ao pilar da Política Agrícola Comum (PAC), onde foi possível “progredir bastante” entre a primeira proposta da Comissão e a atual. “A confiança que temos é que vai continuar a ser possível progredir para um resultado melhor do que há sete anos”, disse.

Pedro Marques: “Preso por ter cão e por não ter”

Com António Costa a marcar presença pela terceira vez no período oficial de campanha de Pedro Marques, o candidato do PS foi desafiado a esclarecer se a sombra do primeiro-ministro e do Governo socialista é para evitar ganhar por poucochinho. E desvalorizou: “Essa é a lógica do preso por ter cão e preso por não ter cão, neste caso por ter ou não o secretário-geral do PS. Não valorizo nada isso. É claro que todos os líderes dos partidos estão envolvidos".

Em declarações aos jornalistas, Pedro Marques aproveitou ainda para fazer um primeiro balanço da semana de campanha. "As pessoas reconhecem que há bons resultados e que temos uma boa alternativa para a Europa. Partimos confiantes para a última semana de campanha”.

"Uma boa vitória para mim é ganhar - e ganhar de forma clara. Quanto mais o tempo passa mais confiantes estamos. As pessoas recebem-nos bem, estamos a discutir Europa e não a fazer uma campanha de disparates, de dizer coisas e inventar coisas", rematou o ex-ministro.

Sobre as declarações de Paulo Rangel, que esta sexta-feira acusou António Costa e o PS de nada ter feito para excluir o socialista Jeroem Dijsselbloem depois da célebre rábula dos “copos e das mulheres”, Marques cortou a eito. "Agora já não é só dizerem coisas, é também inventarem coisas. A campanha do PSD é a seguinte: Quanto pior as coisas correm, mais se inventa”, lembrando que António Costa chegou mesmo a dizer que o então presidente do Eurogrupo "não tinha condições para continuar no cargo”. “Não sei onde Paulo Rangel foi buscar essa ideia. Mas, não foi certamente à verdade."

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