www.publico.ptpublico.pt - 17 mai 19:26

Mark Fisher e o futuro que nos é continuamente negado

Mark Fisher e o futuro que nos é continuamente negado

Interessava-lhe o alcance político de um filme de Kubrick ou a desolação da música de Burial como ponto de partida para reflectir sobre os vazios das sociedades contemporâneas. Há dois anos morria o teórico inglês Mark Fisher, um dos mais brilhantes

Prolífico, lúcido e original, ensaísta, professor e conferencista, ele sabia que estava tudo ligado, arte e política, Freud e J.G. Ballard, Jurassic Park e Burial, Margaret Thatcher e Batman ou colapso financeiro e música electrónica de dança. Uma multiplicidade de sintomas organizados, de forma intricada mas discreta, numa consistente visão de um mundo contido pelo capital, perante o qual procurou alternativas, formas de articular a zanga, comprometer-se politicamente e reconstruir uma nova consciência de classe.

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