www.publico.ptpublico.pt - 17 mai 16:06

Orquídea Silva veste os “chefs” mais famosos

Orquídea Silva veste os “chefs” mais famosos

Empresa criou a Prochef há um década e veste cozinheiros como Martin Berasategui, José Avillez, Tiago Bonito ou Vítor Matos.

Alguns dos mais conhecidos chefs de cozinha, como José Avillez, Tiago Bonito ou Vítor Matos, vestem as fardas criadas por Orquídea Silva da Prochef, em Vila do Conde. Recentemente, Martin Berasategui, um dos mais estrelados do mundo, engrossou a lista, e tornou-se a alavanca para a internacionalização da marca, que pretende crescer mais 30% até ao final do ano ao expandir-se para Espanha, França, Suíça e Dubai. 

O negócio das fardas da Prochef começou há uma década, andava Orquídea Silva pelas cozinhas de restaurantes e dos hotéis do país com a sua marca FAT Tank, que “é um sistema de imersão para limpeza e desinfecção de louça e utensílios problemáticos numa cozinha profissional”, descreve. Hoje tem 400 destas “máquinas de lavagem de louça mais difícil” alugadas em todo o país, incluindo ilhas.

A marca representa o maior peso na facturação da empresa que tem três marcas, só em 2018 facturou mais de um milhão de euros com a FAT Tank, a Prochef e a Prochef Agency. Esta última surgiu há quatro anos para disponibilizar serviços na área do agenciamento e criação de eventos com os chefs parceiros.

“Os famosos não precisam. Pego em jovens que têm talento e ajudo-os com a sua imagem”, sublinha, enquanto mostra a sala do fundo do corredor onde as costureiras estão a produzir fardas. Ainda hoje, a empresária pode ser encontrada a cortar ao lado das funcionárias. O gosto pela costura vêm-lhe do tempo da infância quando via a mãe costurar roupa para ela, para a irmã e para as bonecas.

PÚBLICO - Foto Inês Fernandes

Neste espaço destacam-se as palavras que são o lema da Prochef: “Design, qualidade e conforto”. Precisamente o que Orquídea Silva quis proporcionar aos chefes de cozinha com o seu trabalho. “Ia às cozinhas de restaurantes e hotéis levar as máquinas e dar formação, quando comecei a reparar que os chefs podiam estar melhor vestidos, mais confortáveis”, recorda, rodeada de manequins trajados com as fardas, algumas delas são usadas no concurso televisivo Master Chef.

“As mulheres usavam fardas de homem e isso fazia-me confusão; não estavam confortáveis”. Foi assim que começou a engendrar uma linha de fardamento. A empresária criou, então, uma linha de fardas para mulher, homem, crianças e bebés, e ainda outra para pastelaria. Hoje uma farda mais económica, com avental e jaleca, pode custar 50 euros. As topo de gama podem ultrapassar os cem euros.

PÚBLICO - Foto Inês Fernandes

As fardas de Orquídea Silva começaram a ser faladas e depressa se tornaram um sucesso. “A Prochef cresceu muito, porque comecei a vestir praticamente todos os chefes do país que conhecia”, elucida enquanto mostra o quanto os tecidos são de qualidade, alguns deles anti-nódoa e anti-lixívia.

José Avillez, Henrique Sá Pessoa, Pedro Lemos, Tiago Bonito e Vítor Matos são alguns dos nomes sonantes que vestem as fardas criadas por Orquídea Silva. A recente parceria com o chef basco Martin Berasategui abre-lhe novos caminhos na internacionalização, que começa por Espanha. “Berasategui tem dez estrelas Michelin nos seus restaurantes, espalhados pelo País Basco, Catalunha, Madrid, Canárias, México, República Dominicana e, mais recentemente, Portugal”, elucida, satisfeita com esta parceria. “Podemos usar a imagem dele em anúncios, por exemplo”, conta a empresária que se mudou para a Póvoa de Varzim há 27 anos, vinda de Joanesburgo, onde nasceu e se licenciou em Gestão de Empresas.

Por estes dias, a Prochef está a personalizar uma farda para o chef basco, nomeadamente “a desenvolver um botão que ele quer enrolado à mão”, descreve. Vai vestir o staff de cozinha do restaurante Lasarte, em San Sebastian, e o Fifty Seconds, o recente projecto do chef no Parque das Nações, em Lisboa. 

Orquídea Silva costuma personalizar as fardas para outros chefs de cozinha, acompanhando a moda. “Eles usam camisa que tem o pormenor do punho que dobra, o bolsinho para porem os termómetros ou caneta”, explica. Algumas das fardas são fabricadas em Vila do Conde, mas quando as encomendas são mais, são subcontratadas outras fábricas. Actualmente, a empresa tem 22 funcionários, incluindo Orquídea Silva na administração e a filha que desenha os modelos das fardas. Em breve as encomendas passarão a ser envolvidas em folha vegetal quando seguirem para os clientes para pôr fim aos plásticos na empresa, anuncia. 

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