expresso.ptexpresso.pt - 17 mai 19:41

Marisa Matias recebe manifesto de apoio de 57 de sindicatos, 20 comissões de trabalhadores e seis associações de precários

Marisa Matias recebe manifesto de apoio de 57 de sindicatos, 20 comissões de trabalhadores e seis associações de precários

Emocionada, a eurodeputada anunciou o apoio de sindicatos e associações de classe às causas do Bloco de Esquerda. Na visita à EMEF, no Porto, Marisa Matias afirmou que o BE não rouba eleitores a ninguém, conquista-os, convicta de que, se houver vontade política, ainda há tempo para avançar com a Lei de Bases da Saúde e Trabalho até outubro

“Eu sou uma lutadora e o BE nunca desiste de lutar pelos direitos dos trabalhadores por melhores condições laborais e salariais”, advertiu, esta sexta-feira, a cabeça de lista bloquista durante uma visita às instalações da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF), no Porto. Nas oficinas onde se faz a reparação das locomotivas da CP e da espanhola Renfe, Marisa Matias aprendeu, sem descolar, como se coloca em andamento um comboio a vapor de 1924, um dos 10 mais antigos, e que irão entrar nos carris, a partir de 1 de junho e até 31 de outubro, para serviço turístico.

No parque de manutenção da EMEF, Marisa Matias alertou que, após a conquista dos passes únicos e sociais mais baratos, “uma das conquistas do Bloco” - também reclamada pelo PCP - pede agora uma maior aposta na ferrovia e material circulante, para inverter o ciclo de “desinvestimento que levou à supressão de comboios e horários”. Aos funcionários da empresa, a cabeça de lista do BE referiu, ainda, que é preciso combater os constrangimentos europeus que “impedem respostas políticas e económicas essenciais para o país”, assegurando que o Bloco não baixa os braços perante obstáculos.

Surpresa ou não, o BE recebeu e divulgou, na sede da EMEF, um manifesto de apoio de 57 representantes sindicais, de 20 comissões de trabalhadores e de seis associações de precários, o que levou a eurodeputada a confessar ter sido um dos momentos que mais a emocionaram do ponto de vista do reconhecimento do trabalho feito pelo partido. “É um sinal de reconhecimento de uma luta muito difícil em defesa dos direitos dos trabalhadores na União Europeia e em Portugal também”, admitiu, elegendo como uma das prioridades o combate à precariedade laboral, em vários setores como os dos CTT, 'call centers' ou na Altice.

À questão sobre se esta era uma disputa que poderia desviar votos da CDU, Marisa Matias respondeu: “Nós não roubamos nada a ninguém, conquistamos eleitores porque trabalhámos, e trabalhámos seriamente, e continuaremos a trabalhar no sentido de eliminar a precariedade e garantir o trabalho com direitos”. E garantiu que a defesa do trabalho é das missões que jamais se podem deixar cair, quer em Portugal, como na União Europeia.

A luta nesse sentido, insistiu, passa por retirar urgentemente da legislação laboral o que a troika lá deixou. “Se houver vontade política, acredito que ainda há tempo e condições para se fazer justiça a tanta gente injustiçada ao longo dos últimos anos, quer em termos de condições de trabalho, como salariais”, afirmou Marisa Matias, referindo-se a um possível acordo até outubro na Lei de Bases da Saúde e também em matéria de legislação laboral, em discussão na especialidade.

“Caso não se retire do código do trabalho a herança da troika, não se avança de nenhuma forma na defesa dos direitos dos trabalhadores”, frisou, lembrando que são várias as carreiras especiais da função pública congeladas, “como as forças de segurança ou oficiais de justiça”.

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