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Pedidos de prospeção de lítio afetam 86 mil hectares de zonas para preservação

Pedidos de prospeção de lítio afetam 86 mil hectares de zonas para preservação

Movimentos cívicos contra a exploração de minérios estão a crescer em Portugal e a travar projetos em algumas zonas do país.

A DGEG – Direção-Geral de Energia e Geologia já recebeu 26 pedidos para atribuição de direitos de prospeção e pesquisa de depósitos minerais desde o início de 2018. Destes pedidos, 19 servem para procurar lítio, numa área abrangida de 616 265 hectares. Desta área, cerca de 86 mil hectares foram designados pelo Governo português como sendo relevante para a conservação.

Entre estes 86 mil hectares, quase 27 mil estão dispersos por nove pedidos em áreas inseridas na Rede Nacional de Áreas Protegidas, em zonas como os parques naturais do Douro Internacional e Tejo Internacional e até a Reserva da Serra da Malcata. Há ainda 77 mil hectares pedidos para sítios de importância comunitária e ainda 19 mil hectares em zonas de proteção especial, segundo os dados da associação ambientalista Zero e foram tornados públicos esta terça-feira pelo jornal Público.

A associação ambientalista defende, por isso, regras mais claras para a apresentação destes pedidos e que “a atribuição de direitos de prospeção que envolvem áreas da Rede Nacional de Áreas Protegidas deva ser recusada em linha com o cumprimento da legislação em vigor”.

Ao mesmo tempo, refere o mesmo jornal, estão a nascer movimentos cívicos um pouco por todo o país para travar a exploração de lítio. Devido a esta intervenção, por exemplo, os australianos da Fortescue desistiram da prospeção de lítio na zona de Fojo, no Alto Minho, de acordo com informação divulgada no início de maio.

O Governo português deverá lançar em maio o concurso que vai definir qual será a empresa a gerir a prospeção e exploração do minério em Portugal, de acordo com informação anunciada pelo ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, dia 10 de abril.

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