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Jovens portugueses ficam mais três anos em casa dos pais do que a média na UE

Jovens portugueses ficam mais três anos em casa dos pais do que a média na UE

Dados do Eurostat mostram que os jovens portugueses saem de casa dos país, em média, aos 29 anos, três anos mais tarde do que a média europeia.

Portugal faz parte do conjunto de países da União Europeia onde os jovens saem mais tarde de casa dos pais. Em média, essa saída acontece aos 29 anos, o que coloca Portugal no oitavo lugar dos países onde os jovens se tornam independentes mais tarde.

Este valor compara com 26 anos, na média dos países da União Europeia, segundo os dados divulgados esta terça-feira, 14 de maio, pelo Eurostat.



Os dados mostram que, em 2017, 45,6% dos jovens portugueses entre os 25 e os 34 anos ainda vivia com os pais, a mesma percentagem observada no ano anterior.

Olhando para a série histórica – que começa em 2003 – é possível observar que até 2007, a percentagem de jovens nessa faixa etária que ainda vivia em casa dos pais era inferior a 40%, tendo-se registado uma subida depois desse ano. Em 2008, no início da crise financeira, já era de 44,2% e, dois anos mais tarde, em 2010, de 48,2%, o pico da série.

Por géneros, os homens portugueses deixam a casa dos pais mais tarde do que as mulheres. Os dados do Eurostat mostram que, em 2017, mais de metade (50,8%) dos homens com idades entre os 25 e os 34 anos ainda vivia com ao país, o que compara com 40,5%, no caso das mulheres.

Na União Europeia, a média (considerando ambos os géneros) foi de 28,5%, o que se traduz em cerca de um em cada quatro jovens.

No entanto, há grandes disparidades entre os vários Estados-membros do bloco regional: esta percentagem é inferior a 10% na Dinamarca (3,2%), Finlândia (4,7%) e Suécia (6%) - onde os jovens se tornam independentes, na sua grande maioria, antes dos 22 anos – e superior a 55% na Grécia (56,3%), Eslováquia (57%) e Croácia (59,7%).  

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