expresso.ptexpresso.pt - 14 mai 10:01

Sri Lanka. Engenheiro informático detido por suspeita de envolvimento no ataque de domingo de Páscoa

Sri Lanka. Engenheiro informático detido por suspeita de envolvimento no ataque de domingo de Páscoa

Uma investigação da Reuters revela que Aadhil Ameez estava sinalizado pelas autoridades indianas desde 2016 por suspeita de promoção e de envolvimento com o autoproclamado Estado Islâmico. Nos ataques morreram mais de 250 pessoas e centenas de outras ficaram feridas

Um engenheiro de software cingalês é suspeito de ter fornecido apoio logístico e técnico aos bombistas suicidas responsáveis pelos ataques de domingo de Páscoa no Sri Lanka, nos quais morreram mais de 250 pessoas e centenas ficaram feridas, adianta a agência Reuters.

O engenheiro foi assinalado pelas agências de informação indianas há já três anos por suspeita de ligações ao autodenominado Estado Islâmico (ISIS), segundo reportam os investigadores.

Aadhil Ameez, de 24 anos, encontra-se detido pela polícia, detenção que não foi anunciada publicamente. Questionado pela Reuters, Ruwan Gunasekera, o porta-voz da polícia do Sri Lanka, confirmou que o engenheiro se encontra sob custódia policial desde quatro dias após o ataque, 25 de abril.

A investigação da Reuters apurou junto de agentes da Agência Nacional de Investigação da Índia (NIA) e um agente do estado de Gurajat, também naquele país, que ambas as instituições estão a colaborar com as autoridades do Sri Lanka.

Sob vigilância desde 2016

As autoridades indianas disseram que estão a vigiar Aadhil desde 2016 e que ele foi acusado por duas vezes perante tribunais indianos de ser ele um dos contactos dos operacionais do autoproclamado Estado Islâmico.

A Reuters teve acesso aos documentos de acusação em que Aadhil aparece em conversas de Facebook, Whatsapp e Telegram com dois dos suspeitos que estão a ser julgados por conspirarem um ataque à sinagoga da cidade ocidental de Ahmedabab.

O nome de Aadhil surge ainda num documento de acusação elaborado pela NIA acusado de ter fornecido propaganda e material em linha a três indianos que foram presos no início de 2016 por promoverem o ISIS.

Familiares e advogados dos acusados negam o seu envolvimento nestes atos.

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