www.rr.ptrr.pt - 14 mai 01:00

Hospital de Cascais. Bastonário dos Médicos quer investigação até às últimas consequências

Hospital de Cascais. Bastonário dos Médicos quer investigação até às últimas consequências

“Não basta apontar recomendações”, diz Miguel Guimarães à Renascença. Reportagem da SIC denuncia alegado esquema para falsear avaliações na triagem de doentes para tempos máximos de espera não serem ultrapassados.

O bastonário da Ordem dos Médicos defende uma investigação até às últimas consequências no caso da alegada falsificação de resultados clínicos no Hospital de Cascais.

“Isto tem de ser investigado e corrigido imediatamente. E as pessoas têm de começar a ser responsáveis pelo que fazem. A ser confirmado aquilo que ontem foi passado na reportagem, não basta depois apontar recomendações e medidas corretivas. Isso é pouco”, afirma Miguel Guimarães à Renascença.

De acordo com uma reportagem emitida pela SIC, o Hospital de Cascais terá montado um esquema para falsear as avaliações na triagem de urgência para, dessa forma, não serem ultrapassados os tempos máximos de espera.

“Até me custa a acreditar nestas coisas”, admite o bastonário, que considera a situação de extrema gravidade.

No mesmo sentido vão as declarações do presidente da Associação de Administradores Hospitalares, Alexandre Lourenço, que pede, para já, explicações ao hospital.

“É uma notícia surpreendente e merece uma avaliação cuidada por parte da administração do hospital, para explicar o que é que está a suceder e deixar que as autoridades, nomeadamente a Inspeção Geral de Atividades em Saúde e o Ministério da Saúde, façam auditorias”, defende em declarações à Renascença.

Na esperança de que as irregularidades não sejam praticadas noutros hospitais, Alexandre Lourenço lembra que as penalizações relativas aos tempos de espera “só existem ao nível das parcerias público-privadas, não ao nível dos hospitais-empresa ou hospitais do setor público administrativo - ou seja, com gestão direta do Estado”.

Contactada pela Renascença, fonte do Hospital de Cascais remete esclarecimentos para um comunicado que deverá ser divulgado ainda nesta terça-feira. A Renascença também pediu explicações ao Ministério da Saúde, que até ao momento não respondeu.

Veja aqui a reportagem da SIC Notícias.

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