www.jornaldenegocios.ptAlexandra Machado - 12 mai 20:00

Dividir o Facebook é um passo longe demais?

Dividir o Facebook é um passo longe demais?

Já anteriormente, nos Estados Unidos, há umas décadas, foi determinada a divisão da Microsoft. Era demasiado grande. Em tribunal a decisão foi revertida, e a Microsoft continuou a crescer. Agora, o foco vira-se para outras tecnológicas.
Elizabeth Warren, que quer ser a candidata à Casa Branca pelo partido democrata às presidenciais de 2020, já admitiu avançar com o desmembramento de empresas como a Google, Amazon e Facebook se vencer as eleições. À sua voz junta-se agora uma outra.

Chris Hughes - cofundador do Facebook e que foi colega de quarto de Mark Zuckerberg - pede a divisão do Facebook, dizendo que "o poder de Mark não tem precedente e é anti-americano". A rede social tem mais de dois mil milhões de utilizadores em todo o mundo, detendo, também, o WhatsApp, o Messenger e o Instagram, cada um com mais de mil milhões de indivíduos. Depois destas declarações, mais democratas surgiram a concordar com o pedido.

Mas é um caminho sem percurso fácil. Mais rapidamente será o Facebook multado - ou chegará a acordo para resolver a atual investigação -, por problemas de privacidade. Temendo ou não o impacto destes pedidos, o Facebook já comentou que acolherá bem mais controlo sobre a sua atividade, mas que o desmembramento é um passo longe demais. Parece que é uma opinião partilhada pelos republicanos.
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