www.dinheirovivo.ptNelson Machado - 11 mai 07:33

A importância de poupar e gerir o orçamento familiar

A importância de poupar e gerir o orçamento familiar

Haverá alturas mais ou menos fáceis, mas tornar a poupança uma prioridade é fundamental.

Poucas palavras serão tão ouvidas como a palavra “poupança”. Este é um dos temas mais debatidos nos tempos que correm, sempre a par da sua importância para a segurança financeira das famílias. Por um lado, a vida pode ser imprevisível e é importante garantir aforro e soluções de proteção suficientes para dar resposta (ou parte dela) a gastos inesperados que se tenha de enfrentar, e por outro, importa conseguir alcançar os objetivos de cada um, sejam eles a aquisição de bens, a realização de eventos de lazer, a ida para a faculdade dos filhos ou a salvaguarda da reforma, só para mencionar alguns exemplos mais comuns.

Poupar pode não ser assim tão simples e cada um terá os seus obstáculos, desde logo o ter de fazer face às despesas correntes, mas é um compromisso necessário. Ainda mais no contexto português, onde temos das taxas de poupança mais baixas da Zona Euro.

É uma temática a endereçar de forma transversal, aliada ao reforço da literacia financeira, e a iniciar desde cedo na vida. Por isso, a necessidade de hábitos de poupança e a gestão do orçamento familiar são temas centrais do Ori€nta-te, uma iniciativa de promoção da literacia financeira onde os mais jovens podem desenvolver estas temáticas, que acreditamos serem ferramentas chave quando na vida adulta tiverem de gerir as suas próprias finanças.

Planear é o primeiro passo para a poupança e implica refletir sobre o nosso orçamento familiar. Dedicar tempo a organizar as receitas e as despesas, classificá-las e priorizá-las, permite ponderar e leva a racionalizar as nossas opções (existem várias aplicações móveis pensadas para facilitar este processo). Saber onde e como estamos a utilizar o nosso rendimento disponível, dos montantes mais avultados, como por exemplo empréstimos, aos mais pequenos, cuja análise por vezes negligenciamos, irá fazer-nos refletir e muitas vezes rever e melhorar as nossas opções, a começar pelas despesas correntes, que são a base do equilíbrio e de uma gestão financeira adequada. Conjugar este exercício com uma perspetiva de médio-longo prazo, enquadrando os objetivos que queremos atingir, é o que vai permitir antecipar e planear. Depois importa ser tático na abordagem e adotar a poupança como uma “despesa” necessária, a nossa primeira “despesa” de cada mês. É também uma questão de atitude, interiorizá-la como a necessidade real que é, e torná-la numa rotina. Recuperar a preocupação de “amealhar” a cada mês, que os nossos pais e avós tanto falavam pode fazer toda a diferença no médio e longo prazo.

Haverá alturas mais fáceis e outras em que pode ser inviável, mas tornar a poupança uma das nossas prioridades é o que nos permitirá atingir com sucesso objetivos financeiros e olhar com mais segurança e confiança para o futuro

Nelson Machado é CEO Vida e Pensões Grupo Ageas Portugal

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