expresso.ptexpresso.pt - 17 abr 09:48

Indonésios votam para eleger um novo Presidente e mais de 20 mil assentos parlamentares

Indonésios votam para eleger um novo Presidente e mais de 20 mil assentos parlamentares

O Presidente em funções, Joko Widodo, disputa a reeleição com Prabowo Subianto, nacionalista, ex-general do Exército e antigo genro de Suharto. O chefe de Estado mantém há meses uma vantagem de dois dígitos sobre o seu opositor. O próximo Presidente do maior país muçulmano poderá ser conhecido ainda esta quarta-feira

Dezenas de milhões de indonésios votam esta quarta-feira para eleger um novo Presidente e mais de 20 mil assentos parlamentares. Na terceira maior democracia do mundo e no maior país muçulmano, há quase 193 milhões de eleitores espalhados por 17 mil ilhas, contabiliza o jornal “The Guardian”.

Esta é a primeira vez que a Indonésia realiza eleições presidenciais e legislativas em simultâneo.

O chefe de Estado em funções, Joko “Jokowi” Widodo, antigo presidente de câmara e vendedor de móveis do centro de Java, tem pela frente Prabowo Subianto, nacionalista e ex-general do Exército.

Uma reedição das eleições de 2014

O Presidente escolheu Ma’ruf Amin, um líder islâmico conservador, como candidato à vice-presidência, enquanto o seu rival, ex-genro do histórico líder Suharto, concorre com Sandiaga Uno, antigo gestor de fundos de investimento.

Jokowi mantém há meses uma vantagem de dois dígitos sobre o seu opositor em eleições que serão uma reedição das anteriores. A vitória de Jokowi sobre Prabowo em 2014 foi saudada como uma conquista para a jovem democracia indonésia por ter sido a primeira vez que uma figura sem ligações à elite militar ou política foi eleita chefe de Estado, recorda o “Guardian”.

Presidente acusado de se servir de aparelho estatal

A construção de infraestruturas e o bem-estar social são os pontos positivos da presidência de Jokowi, enquanto o falhanço no combate à corrupção e na abordagem dos abusos de direitos humanos no passado tem sido apontado como o maior aspeto negativo. Mais recentemente, o Presidente foi acusado de se servir do aparelho estatal, incluindo forças policiais e grupos islâmicos, para solidificar a sua base de apoio.

Alguns eleitores, desiludidos com a conduta presidencial e descrentes do seu opositor, um antigo comandante das forças especiais acusado de vários abusos de direitos humanos, prometem abster-se em protesto.

Uma série de contagens rápidas deverá dar, ainda esta quarta-feira, uma indicação fiável de quem será o próximo Presidente da Indonésia. Os resultados oficiais só deverão ser conhecidos em maio.

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