www.sabado.ptleitores@sabado.cofina.pt (Sábado) - 17 abr 05:30

A história da carochinha dos juízes

A história da carochinha dos juízes

Os juízes do processo dos vistos dourados não sabiam o que significava a palavra facilitador. Chegaram à conclusão de que se trata de um “dinamizador”. Depois de alguma investigação na Internet, construíram uma boa história da carochinha - Opinião , Sábado.

É de uma ingenuidade angelica, no mínimo, a forma como o tribunal que julgou o processo dos vistos dourados assumiu a sua ignorância sobre o que pode ser um "facilitador", no contexto de uma investigação de crime económico.
O tribunal não sabia, investigou e, no fim, desconsiderou a conotação criminosa dessa atividade.

No processo, a facilitação era atribuída a um empresário, Jaime Couto Alves, que assumia numa mensagem enviada ao milionário Lalanda de Castro, da Octapharma, patrão de Sócrates na época, que era preciso pagar a uns "facilitadores" para obter os vistos de uns cidadãos líbios que viajavam para Portugal.

Ora, para os juízes daquele coletivo, a palavra "facilitador", pode ter uma "conotação negativa", como decorre do dicionário Priberam – "O facilitador é aquele que facilita. E se esta palavra é empregue em atividades de administração pública o seu significado pode tornar-se nebuloso."

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