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Maior fabricante automóvel da Rússia alerta para risco de insolvência com sanções dos EUA

Maior fabricante automóvel da Rússia alerta para risco de insolvência com sanções dos EUA

Oleg Deripaska, multimilionário que controla o grupo automóvel, avisa para os riscos de falência e posterior nacionalização da GAZ Group, caso as sanções impostas pelos Estados Unidos não sejam levantadas.
A fabricante automóvel russa GAZ Group poderá não escapar a uma situação de insolvência se os Estados Unidos não a retirarem da lista de empresas que estão a ser alvo de sanções económicas. O alerta foi deixado pelo próprio dono da maior produtora de automóveis da Rússia, o multimilionário Oleg Deripaska.

A GAZ Group opera, atualmente, com licenças atribuídas pelo departamento de controlo de ativos estrangeiros dos Estados Unidos, que permitem que outras empresas colaborem com o grupo russo. Contudo, se as sanções não forem levantadas, estas licenças vão expirar em julho, pelo que qualquer entidade que se envolva em negócios com a fabricante russa poderá ser alvo de penalizações por parte dos Estados Unidos.

As sanções contra várias empresas russas, bem como empresários a título individual (onde se incluem Oleg Deripaska e a GAZ Group), foram impostas pelo governo de Donald Trump no ano passado, como retaliação contra a a anexação da Crimeia, ainda no início de 2015. Em outubro de 2018, o dono da GAZ Group apresentou uma proposta junto das autoridades norte-americanas para que as sanções fossem levantadas, mas ainda não obteve qualquer resposta e diz não haver conversações a decorrer.

"A empresa pode ir à falência e ser nacioalizada", afirmou o Deripaska, na sede do grupo, citado pela Bloomberg. Mesmo que o Estado venha a tomar o controlo da produtora automóvel, poderão perder-se milhares de postos de trabalho, acrescentou.

Não se conhece, para já, qual será a decisão das autoridades norte-americanas quanto a esta empresa. No caso da United Co. Rusal, grupo do setor do alumínio que também já foi controlado por Deripaska, os Estados Unidos concederam várias extensões das licenças, para evitar a perturbação dos mercados. As sanções a esta empresa acabaram por ser levantadas em janeiro, depois de o multimilionário russo ter concordado em ceder o controlo das empresas.

Quanto à GAZ Group, Deripaska diz estar disponível para reduzir a influência no grupo, mas admite que as probabilidades de as negociações com os Estados Unidos correrem bem são baixas. Isto porque a GAZ opera exclusivamente na Rússia, ao contrário da Rusal, que tem uma dimensão mundial, pelo que há pouco incentivo para os norte-americanos levantarem as sanções a este grupo.
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