expresso.ptexpresso.pt - 17 abr 14:51

Dívidas dos hospitais públicos reduzem em fevereiro

Dívidas dos hospitais públicos reduzem em fevereiro

No total, as unidades do Serviço Nacional de Saúde tinham faturas de 1665 milhões de euros por pagar, em fevereiro, menos 32% face a igual mês de 2018. Dívidas em atraso representam mais de 58% do total

As dívidas dos hospitais públicos a fornecedores ascendiam a cerca de 1665 milhões de euros em fevereiro, dos quais 970 milhões são dívida vencida (contas por pagar há mais de 90 dias), segundo dados do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Este total, traduz-se numa redução de 32% face aos 2206 milhões de euros de dívidas que existiam em igual mês de 2018, das quais 1552 milhões eram pagamentos em atraso a fornecedores externos.

Sem surpresas, as unidades de saúde da Região de Lisboa e Vale do Tejo, representam a maior fatia do total de faturas por saldar, com cerca de 737 milhões de euros, dos quais 450 milhões de euros são dívida vencida – só no Centro Hospitalar Lisboa Norte, que inclui o Hospital de Santa Maria e o Pulido Valente, estão 233 milhões de euros em faturas, das quais 68% passaram o prazo de liquidação. A Norte, os hospitais devem 502 milhões de euros (248 milhões de euros em atraso).

A indústria farmacêutica é um dos grandes fornecedores do SNS e, em fevereiro, tinha a receber 712,3 milhões de euros, dos quais 436 em faturas atrasadas, segundo dados da Apifarma, a associação representativa do sector. Depois de uma queda acentuada destes valores no final do ano, em janeiro e fevereiro aumentou o valor das dívidas.

Nos últimos anos, têm-se sucedido as injeções de capital para os hospitais EPE pagarem dívidas.

Precisamente em fevereiro deste ano, o Governo aprovou um reforço de 282 milhões de euros para reduzir a dívidas em atraso em 21 hospitais EPE. Os primeiros 100 milhões de euros, correspondentes a 30% da entrada de capital, ficaram disponíveis para utilização imediata, sendo que os restantes 70% ficaram enquadrados numa distribuição faseada.

Em nota de imprensa, divulgada nessa altura, o gabinete do secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Francisco Ramos, mencionava que “a partir de abril, apenas serão beneficiadas as entidades cujo Plano de Atividades e Orçamento de 2019 tenha sido previamente submetido e validado pela Administração Regional de Saúde da respetiva área geográfica”.

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2018, os reforços de capital estatutário e de financiamento dos Hospitais EPE resultaram no pagamento de dívidas em atraso, em 2018, no valor de 486 milhões de euros.

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