expresso.ptexpresso.pt - 17 abr 11:49

Carlos Barbosa: “O país não pode parar. Se a situação se mantiver, o Governo vai ter de tomar medidas mais fortes”

Carlos Barbosa: “O país não pode parar. Se a situação se mantiver, o Governo vai ter de tomar medidas mais fortes”

Presidente do ACP pede “bom senso” nas negociações entre ANTRAM e sindicatos e sublinha que “não se pode atender só às necessidades de Lisboa e Porto”

Carlos Barbosa elogia a prestação do Governo na crise dos combustíveis e pede “bom senso” nas negociações entre a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) e o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas, que convocou uma greve que tem deixado secos milhares de postos em todo o país e ameaça vários sectores económicos. Porém, o presidente do Automóvel Club de Portugal julga que pode ser necessária uma ação mais musculada.

“O Governo fez o que lhe competia, através da requisição civil, tem tido uma posição corretíssima. Mas o país não pode parar e não se pode atender só às necessidades de Lisboa e Porto. Espero que a situação evolua no bom sentido, caso contrário o Governo vai ter de tomar medidas mais fortes, como mobilizar militares para o abastecimento”, afirmou ao Expresso.

A instituição tem recebido vários contactos dos sócios, preocupados com as viagens para visitar familiares na Páscoa, com um pico a meio do dia de ontem: “A pergunta que temos tido mais é onde há combustível, mas não conseguimos responder. Está a haver abastecimento de bombas em Lisboa e Porto, a situação muda de hora a hora. Depois, as perguntas acabaram por acalmar. Há até movimentos no Facebook, há esta paciência dos portugueses para fazer a contabilização de onde há combustíveis”.

O ACP tem bombas próprias, mas destinadas aos seus serviços de assistência e cujas reservas não podem ser cedidas aos associados. “Por enquanto estamos tranquilos, teremos condições para aguentar mais duas semanas, a não ser que as pessoas comecem a pedir muitos reboques por ficarem sem gasolina. Mas ninguém pensa que isto possa durar duas semanas”, conclui.

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