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Exportações crescem mais que importações na Zona Euro em fevereiro

Exportações crescem mais que importações na Zona Euro em fevereiro

As exportações da Zona Euro continuam a crescer mais do que as importações, ao contrário do que acontece em Portugal há sete meses consecutivos.
As exportações de bens da Zona Euro cresceram 4,4% em fevereiro, em comparação homóloga, revelou o Eurostat esta quarta-feira, 17 de abril. As importações aumentaram 4% no mesmo período.

Ao todo, os países da Zona Euro exportaram 183,3 mil milhões de euros e importaram 165,4 mil milhões de euros. O excedente comercial subiu de 16,5 mil milhões de euros em fevereiro de 2018 para 17,9 mil milhões de euros em fevereiro de 2019. Isto numa altura em que as disputas comerciais continuam a pairar sobre o comércio mundial, travando-o.

Portugal destoa deste rumo que o conjunto dos países da Zona Euro continua a registar de melhoria da balança comercial de bens com as exportações a crescer mais do que as importações. Nos últimos sete meses, as importações têm crescido mais do que as exportações em PortugalEsta evolução do comércio internacional de bens tem contribuído para aumentar o défice comercial.

Quanto ao conjunto da Zona Euro, as trocas comerciais internas aumentaram para 160,3 mil milhões de euros em fevereiro deste ano, mais 3,4% em termos homólogos. 

Somando os dois primeiros meses do ano é possível concluir que o saldo da Zona Euro, para já, é positivo. As exportações cresceram 3,4% e as importações 3,6%, mas, como a base de vendas ao exterior é superior à das compras, o excedente aumentou de 19,6 mil milhões de euros para 19,8 mil milhões de euros. 

Euro area trade in goods surplus €17.9 bn in February, €2.7 bn deficit for EU https://t.co/suj5ssZAAY pic.twitter.com/KORN9F03bE

— EU_Eurostat (@EU_Eurostat) 17 de abril de 2019
No conjunto da União Europeia, entre os principais parceiros comerciais, as exportações para os EUA cresceram 13,2% e para a China 13%. Já as exportações para a Turquia afundaram 26,9%.

No caso das importações, os Estados-membros estão a comprar mais aos EUA (18%) e à China (9,5%), mas menos à Noruega (-2,9%).
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